Curso de Extensão · IFSP São Carlos

Introdução à Energia Solar Fotovoltaica

Módulo 2 — Funcionamento do sistema

Bibliografia: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO. Energia solar fotovoltaica. Editora IFSP, 2024; LORA; HADDAD. Geração distribuída. Seven Books, 2006; FERNÁNDEZ Y FERNÁNDEZ. O sol vai voltar amanhã. Lexikon, 2020; BARBOSA. Tecnologia e fontes alternativas de energia. Intersaberes, 2020; BRASIL. Lei nº 14.300/2022; NR-10; NR-35.

Prof. Fabriciu Alarcão Veiga Benini
Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico · Área Aeronáutica
Engenheiro Eletricista · Mestre em Sistemas Dinâmicos · Doutor em Telecomunicações
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SÃO PAULO
Campus São Carlos · Curso de Extensão em Energia Solar Fotovoltaica (8 horas)
Abertura do módulo

O que tem dentro de um sistema solar?

  • 1Antes de explicar: você já viu um sistema solar de perto?
  • 2Não há resposta errada — as respostas começam a conversa.
  • 3O módulo responde: o que tem dentro e como se liga à casa.
  • 4Se a conta de luz estiver perto, veja só os kWh do mês.

Fonte: roteiro do Módulo 2, Fase 1.

telhadoplacaconta de luzsolinversororçamentosem gabarito
O percurso do módulo

O caminho deste módulo

  • 1Como a luz do sol vira eletricidade?
  • 2O que cada componente do sistema faz?
  • 3Quais tipos de sistema existem?
  • 4O percurso vai da luz no material ao sistema ligado à casa.

Fonte: texto base, “Como usar este texto”.

comoo quequaisda luz ao sistema ligadoà casa
Unidades e grandezas

O elétron e a corrente elétrica

  • 1Toda eletricidade nasce de uma partícula: o elétron.
  • 2Elétron = partícula com carga, na periferia dos átomos.
  • 3Elétrons em movimento formam a corrente elétrica.
  • 4Mede-se em ampère (A): quanta carga passa por segundo.
  • 5Mexer nos elétrons é mexer na eletricidade.

Fonte: texto base, caixa “Unidades e grandezas”.

elétrons em movimentocorrente elétrica
Unidades e grandezas

Tensão elétrica: a “força” que empurra

  • 1A corrente não anda sozinha: alguém empurra os elétrons.
  • 2Tensão = a “força” que empurra a energia; em volt (V).
  • 3Corrente é a água passando; tensão é a pressão que a empurra.
  • 4As duas medidas vêm juntas na ficha técnica da célula.

Fonte: texto base, caixa “Unidades e grandezas”.

tensão (V)corrente (A)tensão empurra, correnteflui
De que material é feita a célula

Nem todo material conduz igual

  • 1Cada material deixa a corrente passar de um jeito.
  • 2Condutor = deixa passar fácil (o cobre do fio).
  • 3Isolante = dificulta muito (o plástico do fio).
  • 4Semicondutor = ora conduz, ora não: depende de luz e calor.
  • 5A célula é feita de semicondutor.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 3, p. 16.

condutorisolantesemicondutorsemicondutor = conduzconforme a luz
O efeito que dá nome à tecnologia

O efeito fotovoltaico

  • 1Alguns materiais soltam elétrons quando recebem luz.
  • 2Esse fenômeno é o efeito fotovoltaico.
  • 3“Foto” = luz; “voltaico” = eletricidade.

▸ Fóton = pacote de energia da luz; ao ser absorvido, pode libertar um elétron.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 3, p. 17.

luzelétrons livresluz → elétrons livres
Dois efeitos parecidos

Fotocondutividade e fotovoltagem: dois efeitos da luz

  • 1A luz provoca dois efeitos diferentes — é fácil confundir.
  • 2Fotocondutividade = conduz mais quando iluminado.
  • 3Fotovoltagem = a luz vira tensão e corrente.
  • 4Um abre a passagem; o outro cria a energia.
  • 5A célula aproveita a fotovoltagem.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 3, p. 17.

fotocondutividadefotovoltagema célula usa afotovoltagem
De que material é feita a célula

O silício: o material de que a célula é feita

  • 1O semicondutor mais usado na célula é o silício.
  • 2Silício = elemento abundante (areia e rochas).
  • 3Na célula, é usado puro e cristalino, em lâminas finas.
  • 4Silício puro conduz mal e não gera energia útil.
  • 5A célula é uma lâmina de silício tratada.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 4, p. 19.

bloco brutolâmina finasilício puro, cortado emlâmina
Como o silício é preparado

Silício tipo P e tipo N

  • 1O silício puro não gera energia: é preparado em duas versões.
  • 2Tipo N = silício com elétrons sobrando.
  • 3Tipo P = silício com falta de elétrons.
  • 4“N” de negativo; “P” de positivo.

▸ Lacuna = espaço vazio de elétron; dopagem = misturar outros átomos ao silício.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 3, p. 18.

tipo Ntipo P
Como a célula separa as cargas

A junção P-N: por que a célula precisa das duas camadas

  • 1Unindo as camadas N e P, forma-se a junção P-N.
  • 2Na junção surge um campo elétrico interno.
  • 3Ele empurra elétrons para um lado e lacunas para o outro.
  • 4Esse empurrão separa as cargas e cria a tensão.

▸ Campo elétrico = a região onde uma carga sente uma força.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 3, p. 18.

tipo Ntipo Plâmpadao empurrão organizado é aeletricidade
A peça básica de todo painel

O que é a célula fotovoltaica

  • 1A célula fotovoltaica transforma a luz em eletricidade.
  • 2É uma lâmina fina de silício com as camadas N e P e contatos.
  • 3Uma célula sozinha gera pouca tensão e pouca corrente.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 4, p. 19.

Corte da célula fotovoltaica
Célula em corte: contatos, silício N, junção P-N, silício P, luz e elétrons.
Um ponto que gera engano

A célula não armazena energia

  • 1A célula não guarda energia.
  • 2Ela gera enquanto há luz e para quando a luz acaba.
  • 3Mantém um fluxo de elétrons só enquanto há incidência de luz.
  • 4A energia precisa ser usada na hora ou guardada em baterias.
  • 5Placa solar não é bateria.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 4, p. 19-20.

sem reservaa célula não guarda
Duas medidas do setor

Potência e energia (revisão rápida)

  • 1Potência = a capacidade de gerar, a cada instante (W, kW).
  • 2Energia = a potência trabalhando por horas (Wh, kWh).
  • 31 kWh é 1.000 W durante uma hora — é a unidade da conta.
  • 4Potência é o ritmo; energia é o acumulado.

Fonte: texto base, caixa “Unidades e grandezas”.

potência (W)energia (Wh)
Unidades e grandezas

Potência de placa: Wp e kWp

  • 1A potência de placa traz o “p” de pico.
  • 2Wp e kWp medem a potência máxima em pleno sol.
  • 3Esse valor vale numa condição de teste.
  • 4Na vida real, nuvem, sombra e calor reduzem o resultado.
  • 51 kWp = 1.000 Wp; 1 MWp = 1.000 kWp.

Fonte: texto base, caixa “Unidades e grandezas”.

Wp / kWp — picopotência real
A ficha técnica da célula

A curva I-V: a “impressão digital” da célula

  • 1A ficha técnica da célula é a curva I-V.
  • 2Ela relaciona a corrente (I) entregue para cada tensão (V).
  • 3A curva sobe quase reta, faz um joelho e cai.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 4, p. 21.

Curva I-V de uma célula fotovoltaica
A linha curva é a corrente para cada tensão; Isc, Voc e o joelho (PMP).
Os dois extremos da curva

Isc e Voc: os dois extremos da curva

  • 1Dois pontos da curva ficam nas pontas.
  • 2Isc = maior corrente (curto-circuito), em ampère.
  • 3Voc = maior tensão (circuito aberto), em volt.
  • 4São os limites: a célula não passa disso.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 4, p. 21.

Curva I-V com os extremos Isc e Voc
A mesma curva, com marcadores verdes em Isc e Voc.
O melhor ponto da curva

PMP, Vmp e Imp: o ponto de melhor rendimento

  • 1O joelho da curva é o ponto de melhor rendimento.
  • 2PMP = ponto de máxima potência.
  • 3Vmp e Imp são a tensão e a corrente nesse ponto.
  • 4“mp” quer dizer máxima potência.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 4, p. 21.

Curva I-V com o ponto de máxima potência
Marcador no joelho da curva (PMP), com linhas até Vmp e Imp.
O sol que chega, medido

Irradiância: o sol que chega, medido

  • 1É preciso medir quanta luz chega ao painel.
  • 2Irradiância = potência de luz por metro quadrado (W/m²).
  • 3Irradiação = energia de sol acumulada ao longo do tempo.
  • 4Mais irradiância, mais energia por módulo.
  • 5A etiqueta usa 1.000 W/m² como condição de teste.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 4, p. 22.

irradiância (W/m²)irradiação
Quanto da luz vira eletricidade

Eficiência: quanto da luz vira eletricidade

  • 1Só parte da luz vira eletricidade.
  • 2Eficiência = potência elétrica produzida ÷ luz que incide.
  • 3Células de silício ficam perto de 15 a 18 %.
  • 4Mais eficiência = menos telhado para a mesma potência.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 4, p. 22.

100 de luz18 saemeficiência = o que sai ÷o que entra
Como o calor afeta a célula

Calor e frio: por que telhado quente rende menos

  • 1O desempenho depende da irradiância e da temperatura.
  • 2O calor quase não muda a corrente.
  • 3O calor derruba a tensão.
  • 4Menos tensão, com a mesma corrente, é menos potência.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 4, p. 22-23.

Cinco curvas I-V em diferentes temperaturas
Cinco curvas da mesma célula a 0, 25, 50, 70 e 100 °C: a corrente quase não muda; a tensão cai com o calor.
Unidades e grandezas

As condições de ensaio (STC) e o que muda no telhado

  • 1A etiqueta vale numa condição padrão, para comparar módulos.
  • 2STC = 1.000 W/m² de sol e 25 °C na célula.
  • 3O kWp da etiqueta vale nessas condições.
  • 4No telhado, calor e sujeira entregam menos.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 4, p. 24.

bancada de testetelhadoetiqueta = condição deteste; no telhado, menos
Da célula ao sistema

A célula sozinha gera pouco

  • 1Uma célula sozinha gera pouco.
  • 2Por isso as células são reunidas: formam o módulo.
  • 3Módulos em série formam o arranjo (string).
  • 4Encadeamento: célula → módulo → arranjo.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 4, p. 23 e cap. 5, p. 26.

célulamóduloarranjocélula → módulo → arranjo
Como associar células e módulos

Associação em série e em paralelo

  • 1Há duas formas de associar células ou módulos.
  • 2Em série: as tensões somam; a corrente fica igual.
  • 3Em paralelo: as correntes somam; a tensão fica igual.
  • 4Mais tensão? Série. Mais corrente? Paralelo.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 4, p. 23.

Curvas I-V em série e em paralelo
Curvas I-V de duas células iguais: em série (a) as tensões somam; em paralelo (b) as correntes somam.
O sanduíche de camadas

O módulo por dentro

  • 1O módulo é um sanduíche de camadas que protege as células.
  • 2Vidro, EVA, células, filme posterior e moldura.
  • 3Moldura de alumínio = dá rigidez e serve para fixar.

▸ EVA = plástico que cola e isola; backsheet = filme posterior; encapsulamento = o sanduíche.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 5, p. 26-27.

Camadas de um módulo fotovoltaico
Vidro temperado, duas camadas de EVA, as células, o backsheet e a moldura de alumínio.
Três tecnologias no mercado

Os tipos de módulo

Monocristalino — cristal puro; eficiência alta; custo mais alto.18 %+
Policristalino — fragmentos de silício; eficiência média; azul.15-17 %
Filme fino — material variado; eficiência baixa; custo menor.11-15 %
  • 1Os módulos se diferenciam pelo tipo de silício.
  • 2Quanto mais eficiente, mais caro — e menos telhado.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 5, p. 27-28.

monopolifilme
O coração do sistema

O inversor: o coração do sistema

  • 1As placas geram energia, mas não no formato da casa.
  • 2Inversor = transforma a CC dos módulos em CA.
  • 3É o coração do sistema e ajusta o melhor ponto (MPPT).

▸ SFI = sistema isolado; SFCR = sistema conectado à rede.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 5, p. 28.

CCCACC entra, CA sai
Unidades e grandezas

Corrente contínua (CC) e corrente alternada (CA)

  • 1O sistema usa duas formas de corrente.
  • 2CC = sentido sempre o mesmo (módulos e baterias).
  • 3CA = sentido se inverte; é a da rede e das tomadas.
  • 4Quem converte é o inversor.

Fonte: texto base, caixa “Unidades e grandezas”.

CCCA
O caminho da energia

O caminho da energia: módulos (CC) → inversor → casa (CA)

  • 1O caminho fica claro: módulos, inversor, casa.
  • 2Módulos (CC) → inversor (CC em CA) → quadro (CA).
  • 3Esse é o caminho em qualquer sistema fotovoltaico.
  • 4Antes do inversor: lado CC. Depois: lado CA.

Fonte: caixa “Como ler a figura” §5.3 do texto base.

telhadoinversorcasalado CClado CA
Sempre no melhor ponto

MPPT: o inversor buscando o melhor ponto

  • 1O ponto de melhor rendimento muda com a luz e a temperatura.
  • 2O inversor fica procurando esse ponto: é o MPPT.
  • 3MPPT = rastreamento do ponto de máxima potência.
  • 4Ele mantém o sistema sempre no joelho da curva.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 5, p. 28.

MPPT: sempre no melhorponto
O inversor junto ao módulo

O microinversor: o inversor junto ao módulo

  • 1No sistema comum, um único inversor recebe a série de módulos.
  • 2Inversor string = o inversor central, longe das placas.
  • 3Ou cada módulo tem o seu inversor, junto ao painel.
  • 4Microinversor = converte a CC de um módulo em CA para a rede.
  • 5As saídas de vários microinversores podem ser combinadas.

Fonte: ALVES, seção 3.2 (via texto base).

um inversor para a série× um inversor por módulo
O que muda na prática

Microinversor × inversor string: o que muda na prática

  • 1A diferença aparece no tamanho e no sombreamento: em cima, o string; embaixo, o microinversor.
  • 2Cada microinversor atende a um só módulo, e a faixa de 50 a 250 W é a dos módulos. Cada um tem seu MPPT.
  • 3No string, um módulo sombreado derruba a série inteira.
  • 4Em pequeno e médio porte, o microinversor pode aumentar a geração.

Fonte: ALVES §3.2 e §3.1.2; GODOI et al., 2018.

sombra em um módulo: nomicro cai um, no stringcai a série
Quem segura os módulos

As estruturas de fixação

  • 1Os módulos precisam ficar presos, na inclinação e orientação certas.
  • 2Quem faz isso são as estruturas de fixação.
  • 3Estrutura de fixação = o conjunto que prende os módulos ao telhado.
  • 4Ela também define o ângulo dos módulos.

Fonte: ZILLES et al., cap. 4 e cap. 1 (via texto base).

estrutura: prende eposiciona
As peças do conjunto

O que compõe a estrutura de fixação

  • 1A estrutura de fixação é um conjunto, não uma peça só.
  • 2Parafusos, vedação, suporte, trilhos e grampos.
  • 3Grampo terminal (na ponta) e intermediário (entre dois).
  • 4Materiais leves e resistentes: alumínio e aço inoxidável.

▸ Trilho = barra de apoio; grampo = prende a borda; vedação = fecha a passagem de água.

Fonte: TEIXEIRA §2.1.1, §2.2 e §2.3; ZILLES cap. 1.

parafusovedaçãosuportetrilhogramposegura e veda
Adaptada à cobertura e ao vento

A fixação depende da cobertura — e do vento

  • 1O jeito de fixar depende da cobertura e do vento.
  • 2A estrutura sofre intempéries e precisa ser reforçada.
  • 3Depende do material da cobertura: telha, laje, geometria.
  • 4O vento manda: a fixação tem de resistir a ventos de até 180 km/h.

▸ Intempérie = sol, chuva e vento ao longo do tempo. ABNT NBR 6123 = norma das forças do vento nas estruturas.

Fonte: TEIXEIRA, seção 2.1.1 (via texto base).

sobre telhasobre lajefixação: adaptada àcobertura e ao vento
Acompanhar o que o sistema gera

O que é monitorar o sistema

  • 1Depois de instalado, o sistema precisa ser acompanhado.
  • 2Monitorar = acompanhar o que gera e em que condições.
  • 3Irradiância, temperatura, produtividade e parâmetros elétricos.
  • 4É assim que se percebe cedo se está rendendo o que deveria.

Fonte: ZILLES et al., cap. 5 (via texto base).

irradiânciatemperaturaenergiaacompanhar o que gera eem que condições
Medir, registrar e ler

A aquisição de dados e a sala de monitoramento

  • 1Na prática: um equipamento que mede e guarda, e um lugar para ler.
  • 2O quadro geral reúne aquisição, medidor de kWh e proteções.
  • 3Os inversores ficam numa sala, com um computador que lê os dados.

▸ Aquisição de dados = coleta e registra as medidas; sala de monitoramento = onde se leem.

Fonte: ZILLES et al., cap. 5 (§5.1.4) (via texto base).

quadro geralsala de leituramede e registra, lê nocomputador
A “nota” do sistema

As figuras de mérito: como se avalia o desempenho

  • 1Avalia-se comparando o que gerou com o que era esperado.
  • 2Produtividade, fator de capacidade e desempenho global.
  • 3No Brasil, segue a norma de sistemas fotovoltaicos conectados à rede (ABNT NBR 16274).
  • 4São a “nota” do sistema; as fórmulas ficam nas obras.

▸ Fator de capacidade = geração ÷ o máximo possível; os outros dois comparam gerado e esperado.

Fonte: ZILLES et al., cap. 2 §2.9; ABNT NBR 16274:2014.

produtividadefator de capacidadedesempenho globalABNT NBR 16274:2014 ·gerado × esperado
Cabos e proteções

O cabeamento e as proteções: as string boxes

  • 1Cabos ligam tudo — e onde há corrente, há proteção.
  • 2As proteções ficam nas string boxes, uma de cada lado.
  • 3CC entre módulos e inversor; CA entre inversor e quadro.

▸ Cabeamento = os cabos que conduzem a energia. String box = a caixa com as proteções, uma de cada lado.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 5, p. 30.

String box CC e CA e seus componentes
String box CC (a) entre módulos e inversor; string box CA (b) entre inversor e quadro.
Protege o circuito

O disjuntor: desliga quando há problema

  • 1Nas string boxes há o disjuntor.
  • 2Disjuntor = desliga o circuito quando passa corrente demais.
  • 3Desliga sozinho, sem ninguém presente.

▸ Curto-circuito = caminho sem resistência; sobrecarga = corrente demais por muito tempo.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 5, p. 31.

protege contra sobrecargae curto
Protege contra raios

O DPS: protege contra descargas atmosféricas

  • 1A outra peça cuida dos surtos de tensão.
  • 2DPS = dispositivo que desvia o surto para a terra.
  • 3Sem ele, um raio pode danificar o inversor e a casa.

▸ Surto = pico rápido de tensão; descarga atmosférica = o raio.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 5, p. 30 e p. 32.

o surto vai para a terra
O ponto de conexão com a casa

O quadro de distribuição e a conexão com a rede

  • 1O sistema precisa encontrar a casa e a rede.
  • 2O ponto de encontro é o quadro de distribuição.
  • 3Quadro de distribuição = painel que reparte a energia da casa.

▸ Concessionária (ou distribuidora) = a empresa da sua conta de luz.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 5, p. 25 e p. 30.

Elementos de um sistema fotovoltaico on-grid
Módulos no telhado, inversor, medidor bidirecional e a ligação ao quadro da casa.
Visão geral

Existem três tipos de sistema

  • 1O sistema pode ser montado de três formas.
  • 2Conectado à rede (on-grid): junto com a rede, sem baterias.
  • 3Isolado (off-grid): sem rede, depende de baterias.
  • 4Híbrido: rede e baterias juntas.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 5, p. 25.

on-gridoff-gridhíbrido
Os tipos de sistema

On-grid: conectado à rede

  • 1O on-grid é o mais comum nas cidades.
  • 2On-grid = conectado à rede.
  • 3A geração é contabilizada: o que sobra vira crédito.
  • 4Crédito = a energia injetada que abate o consumo depois.
  • 5Não usa baterias: a rede é o “estoque”.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 5, p. 25.

casaredesobra → crédito; falta →rede
Os tipos de sistema

Off-grid: isolado, com baterias

  • 1O off-grid é de quem está longe da rede.
  • 2Off-grid = isolado, sem rede.
  • 3A energia gerada precisa ser guardada em baterias.
  • 4Bateria = o conjunto que acumula energia para depois.
  • 5Aqui, o excedente não vira crédito.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 5, p. 25.

casabateriasem rede: a energia ficanas baterias
Os tipos de sistema

Híbrido: rede e baterias juntas

  • 1O híbrido combina os dois anteriores.
  • 2Híbrido = conectado à rede e com baterias.
  • 3Usa a rede como apoio e guarda energia nas baterias.
  • 4Se a rede cair, a bateria ainda alimenta a casa.

Fonte: texto base, caixa “Síntese do curso” §6.

casaredebateriarede + bateria
O que entra e o que sai

O medidor bidirecional

  • 1A energia não anda só num sentido: a casa recebe e injeta.
  • 2Quem registra os dois sentidos é o medidor bidirecional.
  • 3São dois contadores: um necessário, que faz o balanço da conta, e um opcional, um medidor de geração, que registra toda a energia produzida.

▸ Net metering = medição do fluxo de potência nos dois sentidos.

Fonte: ZILLES et al., cap. 4 §4.2 (via texto base).

casaredebalançoregistra os dois sentidos
Como a sobra vira abatimento

A compensação de energia e a regra brasileira

  • 1O segundo contador fica entre o inversor e o ponto de conexão e mede a energia gerada; o primeiro, no ponto de conexão, mede os dois sentidos — o que entra e o que sai — e fecha o balanço da conta.
  • 2Com contadores bidirecionais, desconta-se a energia consumida.
  • 3O que o sistema gera a mais vira abatimento na conta.
  • 4No Brasil, a medição bidirecional é exigida (ANEEL RN 1.000/2021).
  • 5A compensação é a regra que faz a sobra virar crédito.

Fonte: ZILLES et al., cap. 4; ANEEL RN 1.000/2021.

inversorcontadorconexãoANEEL RN 1.000/2021:o excedente abate a conta
Mapa do sistema

O sistema completo: juntando as peças

  • 1Agora dá para ver o sistema inteiro, do telhado à rede.
  • 2Módulos e estruturas; cabeamento; string box CC; inversor.
  • 3String box CA; quadro de distribuição; medidor bidirecional.
  • 4Esta tela é o mapa do sistema: o nome e o papel de cada peça.

Fonte: GOUVEIA; HATANAKA; OLETO, cap. 5, p. 26-32.

Elementos de um sistema fotovoltaico on-grid
Cada componente nomeado: módulos, estruturas, cabeamento, string box CC, inversor, string box CA, quadro e medidor.
Recapitulação

Fechamento: o caminho que o módulo percorreu

  • 1Percorremos quatro passos.
  • 21. A luz vira eletricidade: efeito fotovoltaico e junção P-N.
  • 32. A etiqueta da célula: Isc, Voc, PMP, eficiência e STC.
  • 43. Os componentes: módulo, inversor, estruturas e proteções.
  • 54. Os tipos de sistema: on-grid, off-grid e híbrido.

Fonte: roteiro do Módulo 2, Fases 2 a 5.

luzetiquetapeçastipos
Fechamento

A amarração final

  • 1A luz vira eletricidade porque o semicondutor solta elétrons.
  • 2Célula → módulo → arranjo.
  • 3O inversor transforma CC em CA; as proteções cuidam da segurança.
  • 4No fim, você escolhe: on-grid, off-grid ou híbrido.
  • 5O que vem depois: quanto custa e quanto rende.

Fonte: roteiro do Módulo 2, Fase 6.

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