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Instituto Federal de São Paulo

Eletricidade, Eletrônica
e Geradores

Princípios e Geradores CC · Curso Técnico em Manutenção Aeronáutica em Célula · 2º semestre

Bibliografia: INSTITUTO DE AVIAÇÃO CIVIL. Curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica — Matérias Básicas: Geradores e Motores Elétricos. Rio de Janeiro: IAC, 2002. Cap. 9 — 🔗 Acessar material

FEDERAL AVIATION ADMINISTRATION. Aviation Maintenance Technician Handbook — General (FAA-H-8083-30A). Washington: FAA, 2018. Ch. 12: Aircraft Electrical Systems — 🔗 Acessar material

IFSP

Prof. Fabriciu Alarcão Veiga Benini

Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico

Área Aeronáutica

Engenheiro Eletricista · Mestre em Sistemas Dinâmicos · Doutor em Telecomunicações

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SÃO PAULO

Campus São Carlos

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Objetivos

Ao final desta etapa, o aluno será capaz de:

Explicar o princípio de geração de FEM por indução eletromagnética.

Descrever o gerador elementar e o papel do comutador.

Identificar os componentes construtivos de um gerador CC.

Diferenciar os tipos de excitação: série, paralelo (shunt) e misto (compound).

Explicar o funcionamento do gerador de três fios.

Compreender reação do induzido e regulação de tensão.

Destino de aprendizagem: dominar o caminho indução → comutação → construção → excitação → regulação, base para os alternadores.

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O que é um Gerador?

Definição: máquina rotativa que transforma energia mecânica em energia elétrica, baseada na indução eletromagnética (Faraday, 1831).

Todo gerador precisa de:

1. Um campo magnético (polos N e S).

2. Um condutor em movimento relativo a esse campo.

3. Um circuito externo para coletar a corrente gerada.

Gerador CA (alternador) → corrente alternada Gerador CC (dínamo) → corrente contínua

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-1

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Revisão: Indução Eletromagnética

Lei de Faraday: a tensão induzida é proporcional à taxa de variação do fluxo magnético que atravessa o condutor.

ε = B · ℓ · v
ε = força eletromotriz (FEM) induzidaVolts (V)
B = densidade de fluxo magnéticoTesla (T)
= comprimento ativo do condutormetros (m)
v = velocidade relativa condutor × campom/s

Lei de Lenz: a corrente induzida sempre se opõe à variação que a produziu.

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-1 | FAA Ch.12, p. 12-127

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Geração de FEM: Fatores Determinantes

A tensão induzida depende de três fatores:

FatorEfeito na FEM
Intensidade do campo (B)Maior campo → maior FEM
Velocidade do condutor (v)Maior velocidade → maior FEM
Ângulo de corte (sen θ)Corte perpendicular → FEM máxima
ε = B · ℓ · v · sen θ

θ = 90° → corte perpendicular → FEM máxima

θ = 0° → corte paralelo → FEM nula

θ varia continuamente → forma de onda senoidal

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-2

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Gerador Elementar: Espira em Campo Magnético

Configuração básica:

  • Uma espira retangular de fio condutor no eixo.
  • Entre dois polos magnéticos (N e S).
  • Extremidades ligadas a anéis coletores.
  • Escovas de carvão em contato com os anéis.

Como funciona:

  1. 1A espira gira no campo magnético.
  2. 2Cada lado corta as linhas de fluxo.
  3. 3Uma FEM é induzida em cada condutor.
  4. 4A tensão aparece nos anéis coletores.
Gerador elementar CA (FAA)
Gerador elementar CA — espira, anéis e escovas (FAA Ch.12)
Geração de voltagem (IAC)
Geração de voltagem na espira (IAC Fig. 9-5)

Fonte: IAC Cap 9, Fig. 9-1 a 9-5

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Geração de CA: A Senoide

PosiçãoθFEMDescrição
0Condutores paralelos ao campo
90°90°+máxCorte perpendicular, sentido A
180°180°0Condutores paralelos ao campo
270°270°–máxCorte perpendicular, sentido B
360°360°0Ciclo completo

Resultado: uma senoide completa a cada volta.

f = (Npolos × RPM) ÷ 120 Npolos = número total de polos ou f = (Npares × RPM) ÷ 60 (pares de polos)
FEM mínima (IAC 9-2)
mínima (0°)
FEM máxima (IAC 9-3)
máxima (90°)
FEM mínima oposta (IAC 9-4)
mínima — sentido oposto (270°)

Fonte: IAC Cap 9, Fig. 9-3 | FAA Ch.12, p. 12-127

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Gerador Elementar CA: Anéis Coletores

  • Anéis coletores (slip rings): anéis metálicos contínuos.
  • Cada extremidade da espira conecta-se a um anel.
  • As escovas deslizam sobre os anéis.
  • A corrente em cada escova alterna de sentido → CA.

Característica: a tensão coletada é alternada — muda de polaridade a cada meio ciclo.

Aplicação: alternadores — serão estudados na sequência do curso.

Gerador CA elementar com anéis coletores (IAC 9-1)
Gerador CA elementar — anéis coletores, escovas e carga (IAC Fig. 9-1)

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-2 | FAA Ch.12, p. 12-128

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Do CA ao CC: O Comutador

Problema: precisamos de corrente contínua (CC) para os sistemas da aeronave — baterias, instrumentos e motores CC.

Solução: substituir os anéis coletores por um comutador — um anel PARTIDO.

  • Segmentos isolados entre si (cobre estirado + isolamento de mica).
  • Cada segmento conecta-se a uma extremidade da espira.
  • Escovas permanecem fixas na mesma polaridade.

Efeito: a cada meio ciclo a conexão da espira com as escovas se inverte → a corrente no circuito externo mantém sempre o mesmo sentido.

Gerador básico CC com comutador (IAC 9-6)
Gerador básico CC — comutador e escovas (IAC Fig. 9-6)
Saída CC no comutador (FAA)
Saída CC pulsante no comutador (FAA Ch.12)

Fonte: IAC Cap 9, Fig. 9-6 | FAA Ch.12, pp. 12-128 a 12-130

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Ação do Comutador: Passo a Passo

A0°: FEM = 0 — escovas em contato com ambos os segmentos (curto).

B45°–135°: espira gira, FEM cresce — escova + no segmento A, escova – no B.

C180°: FEM = 0 — curto novamente entre segmentos.

D225°–315°: as conexões da espira invertem, mas a polaridade nas escovas permanece a mesma.

E360°: ciclo completo, retorna a 0°.

Resultado: o comutador retifica mecanicamente a CA em CC pulsante.

Funcionamento do gerador CC — posições A a E (IAC 9-7)
Funcionamento do gerador CC — posições A a E do comutador (IAC Fig. 9-7)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-3 a 9-4

Posição A

Posição B

45°–135°

Posição C

180°

Posição D

225°–315°

Posição E

360°

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Plano Neutro

Conceito fundamental: posição angular do comutador onde a FEM gerada na espira é ZERO no momento em que as escovas fazem curto entre dois segmentos.

Se o curto ocorrer com FEM ≠ 0 → arco voltaico (faíscas).

Faíscas danificam comutador e escovas.

Localização: escovas na posição em que a espira corta o campo paralelamente (θ = 0°) — coincide com o plano geométrico entre polos N e S adjacentes.

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-4 | FAA Ch.12, pp. 12-129 a 12-130

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Tensão Gerada: FEM Média × Instantânea

FEM instantânea: varia com sen θ — de 0 ao valor máximo e vice-versa.

εmédia = 2 · B · ℓ · v · N ÷ π

N = número de espiras

Ondulação (ripple): com 1 espira, a tensão varia de 0 ao máximo — a tensão "cai a zero" em cada semiciclo. Inadequado para a maioria das aplicações!

Solução: múltiplas espiras defasadas angularmente → a ondulação diminui.

Conversão CA para CC com ripple (FAA)
Conversão CA → CC — ondulação (FAA Ch.12)

Fonte: IAC Cap 9, Fig. 9-8

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Redução da Ondulação com Múltiplas Espiras

Conversão CA para CC (FAA)
Conversão CA → CC (FAA Ch.12)
Aumento do número de espiras reduz a ondulação (IAC 9-8)
Mais espiras → menos ondulação (IAC Fig. 9-8)
Nº de espirasSegmentosQualidade da CC
12Ondulação de 100%
48Ondulação reduzida
MuitasMuitosCC praticamente constante
  • • Cada espira adicional gera FEM em um ângulo diferente.
  • • As tensões se somam e se sobrepõem.
  • • O valor mínimo da tensão resultante se eleva.
  • • O ripple diminui ∝ ao número de espiras.

Na prática: geradores reais têm dezenas de bobinas → CC com ripple < 5%

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Construção do Gerador CC: Visão Geral

ComponenteFunção
Carcaça (yoke / field frame)Completa o circuito magnético + suporte mecânico
Polos de campoGeram o fluxo magnético principal
Induzido (armature)Conjunto girante onde a FEM é induzida
ComutadorRetifica a corrente gerada
Escovas (brushes)Coletam a corrente do comutador
Eixo (shaft)Transmite torque mecânico
Construção do gerador CC (FAA)
Construção do gerador CC (FAA Ch.12)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-4 a 9-7 | FAA Ch.12, pp. 12-131 a 12-133

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Carcaça (Field Frame / Yoke)

1. Circuito magnético: completa o caminho do fluxo entre os polos N e S.

2. Suporte mecânico: abriga e sustenta todos os componentes internos.

  • • Material: Aço laminado (baixa relutância magnética).
  • Polos salientes projetam-se para dentro; núcleo laminado → reduz correntes parasitas (Foucault).
  • • Número PAR de polos (alternância N-S-N-S...).
  • • Bobinas de campo enroladas ao redor de cada polo.
  • • Servem de suporte para os mancais do eixo.
Polos e carcaça (FAA)
Polos e carcaça (FAA Ch.12)
Carcaça com 2 e 4 polos (IAC 9-10)
Carcaça com 2 e 4 polos (IAC Fig. 9-10)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-4 a 9-5 | FAA Ch.12, p. 12-132

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Polos de Campo e Enrolamento de Campo

Enrolamento de campo (field winding): conjunto de bobinas nos polos salientes que, percorridas por corrente, criam o campo magnético principal.

  • • Fio esmaltado (cobre), isolamento classe H (aeronaves)
  • • Nº de voltas e bitola variam conforme o tipo de excitação.
  • Polaridade alternada: polos adjacentes opostos (N, S, N, S...).

Corrente de excitação — fonte externa (bateria / alternador auxiliar).

Ou autoexcitada (shunt): o próprio gerador produz a corrente de campo após excitação inicial — depende do magnetismo residual.

Bobina de campo removida do polo (IAC 9-11)
Bobina de campo removida do polo (IAC Fig. 9-11)

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-5

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Induzido (Armature) — parte GIRANTE

Onde a FEM é induzida. Componentes:

  1. 1Núcleo do induzido: ferro laminado em tambor — lâminas finas de aço silício (reduzem parasitas) com fendas axiais (slots) para as bobinas.
  2. 2Enrolamento: bobinas nas fendas; cada bobina conectada a segmentos do comutador.
  3. 3Comutador: montado no mesmo eixo.
Gramme-ring: obsoleto drum-type: padrão
Induzido tipo tambor com coletor (FAA)
Induzido tipo tambor + coletor (FAA Ch.12)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-5 a 9-6 | FAA Ch.12, pp. 12-131 a 12-132

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Induzido: Tipo Tambor × Tipo Anel

CaracterísticaAnel (Gramme)Tambor (Drum)
NúcleoAnel maciçoTambor com fendas
EnrolamentoEm volta do anelNas fendas do núcleo
AproveitamentoSó o lado externo corta fluxoTodo condutor corta fluxo
FEM geradaMenor (50% do condutor)Maior (100% do condutor)
Uso atualObsoletoPadrão

Vantagem do tambor: cada enrolamento circunda completamente o núcleo → todo o comprimento do condutor corta o fluxo magnético.

Induzido tipo tambor (IAC 9-13)
Tambor (padrão) — IAC Fig. 9-13
Induzido tipo anel (IAC 9-12)
Anel (obsoleto) — IAC Fig. 9-12

Fonte: FAA Ch.12, pp. 12-131 a 12-132

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Enrolamentos: Lap Winding × Wave Winding

CaracterísticaLap Winding (Laçada)Wave Winding (Onda)
ConexãoCada bobina → segmento adjacenteBobinas conectadas em "onda"
Caminhos paralelosMúltiplos (p/p)Apenas 2 (independente de p)
CorrenteAlta correnteMenor corrente
TensãoMenor tensãoAlta tensão
AplicaçãoGeradores de aeronaves (alta corrente)Geradores de alta tensão

Em aeronaves, o enrolamento em laçada é o mais comum — alta corrente para os sistemas de bordo.

Fonte: FAA Ch.12, pp. 12-132 a 12-133

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Comutador (Coletor)

Função: retificar mecanicamente a CA induzida na armadura para CC no circuito externo.

Construção:

  • • Segmentos de cobre estirado (alta condutividade).
  • • Isolamento entre segmentos: lâminas de mica.
  • • Formato de cunha, presos por anéis de aperto.
  • • Montado sobre o eixo, isolado eletricamente.

Características:

  • • Superfície lisa e polida → contato uniforme com as escovas.
  • • Diâmetro compatível com a corrente nominal.
  • • Nº de segmentos = nº de bobinas do induzido.
Coletor com parte removida (IAC 9-14)
Coletor com parte removida — segmentos visíveis (IAC Fig. 9-14)
Induzido e coletor (FAA)
Induzido + coletor (FAA Ch.12)

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-6 | FAA Ch.12, p. 12-132

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Escovas (Brushes)

Função: contato elétrico entre o comutador girante e o circuito externo fixo.

  • • Material: carvão (grafite) de alta qualidade.
  • Autolubrificante — o grafite reduz o atrito.
  • Rabicho (pigtail): condutor flexível até o terminal.
  • Porta-escovas: suporte com mola que mantém pressão constante.

Pressão ideal: 1½ a 2½ psi (0,1 a 0,17 kgf/cm²)

ProblemaCausaConsequência
Pressão excessivaMola muito forteDesgaste rápido
Pressão insuficienteMola fraca"Quicar" → faíscas
Escova gastaUso normalMau contato
Assentamento de escovas (FAA)
Assentamento de escovas (FAA Ch.12)

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-7 | FAA Ch.12, pp. 12-137 a 12-138

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Reação do Induzido: Conceito

DEFINIÇÃO: distorção do campo magnético principal causada pela corrente que circula no induzido.

Como ocorre:

  1. 1Em carga, a corrente do induzido cria seu próprio campo magnético.
  2. 2Esse campo secundário distorce o campo principal.

Efeitos:

  • Deslocamento do plano neutro.
  • Faíscas nas escovas.
  • Desgaste prematuro do comutador.
  • Redução da eficiência.

O campo do induzido se soma de um lado e subtrai do outro → campo resultante distorcido.

Reação do induzido (FAA)
Reação do induzido (FAA Ch.12)
Campo magnético distorcido (IAC 9-20)
Campo distorcido pela reação (IAC Fig. 9-20)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-10 a 9-11 | FAA Ch.12, p. 12-134

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Correção da Reação do Induzido

1Deslocamento das escovas: mover para o novo plano neutro. Limitação: só funciona para uma condição de carga específica.

2Interpólos: pequenos polos auxiliares entre os principais, em série com o induzido, criando campo oposto. Vantagem: qualquer carga

3Enrolamentos de compensação: bobinas nas faces polares, em série com o induzido, neutralizam a distorção na origem.

Interpolos e compensação (FAA)
Interpólos / compensação (FAA Ch.12)
Gerador com interpólos (IAC 9-21)
Gerador com interpólos (IAC Fig. 9-21)

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-11 | FAA Ch.12, p. 12-134

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Princípios — Checklist: você deve saber

O que é FEM e como é gerada por indução (ε = B · ℓ · v).

Gerador CA (anéis coletores) × gerador CC (comutador).

Como o comutador retifica CA em CC.

Plano neutro e por que é crítico.

Ondulação (ripple) e como reduzi-la.

Componentes: carcaça, polos, induzido, comutador, escovas.

Tipos de induzido: tambor × anel.

Lap winding × wave winding.

Reação do induzido e métodos de correção.

Fim da Parte 1 — Princípios de Geradores Na sequência: Parte 2 — Tipos de Geradores CC
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Parte 2 — Tipos de Geradores CC

Classificação quanto ao tipo de excitação (alimentação do campo):

Série (series) — campo em série com a carga Paralelo (shunt) — campo em paralelo com a carga Misto (compound) — campo série + paralelo

Mais um tipo especial: Gerador de três fios (3-wire)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-7 a 9-10 | FAA Ch.12, pp. 12-135 a 12-136

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Gerador Série (Series-Wound)

CARACTERÍSTICA PRINCIPAL: o enrolamento de campo está ligado em SÉRIE com a carga.

Nº de voltas do campoPoucas (2 a 6 voltas)
Bitola do fioGrossa (suporta corrente de carga)
Resistência do campoMuito baixa

Funcionamento:

  • • Sem carga → corrente de campo = 0 → praticamente sem tensão.
  • • Com carga → corrente circula no campo → tensão aparece.
  • • A tensão varia muito com a carga.

Regulação: PÉSSIMA

Diagrama do gerador de excitação em série (IAC 9-15)
Gerador de excitação em série — diagrama e circuito (IAC Fig. 9-15)

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-7 | FAA Ch.12, p. 12-135

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Curva Característica do Gerador Série

  • • Sem carga: tensão ≈ 0.
  • • Pequena carga: tensão sobe rapidamente.
  • • Carga nominal: tensão moderada.
  • • Sobrecarga: tensão tende a cair (saturação do circuito magnético).
Regulação: PÉSSIMA ❌ NUNCA usado em aviação
Curvas características dos geradores (IAC 9-18)
Família de curvas V × I (IAC Fig. 9-18)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-7 a 9-8 | FAA Ch.12, p. 12-135

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Gerador Paralelo (Shunt-Wound)

CARACTERÍSTICA PRINCIPAL: o enrolamento de campo está ligado em PARALELO com a carga.

Nº de voltas do campoMuitas (centenas a milhares)
Bitola do fioFina (corrente de campo pequena)
Resistência do campoAlta (limita a corrente de campo)

Funcionamento:

  • • A corrente de campo depende da tensão nos terminais.
  • • Sem carga: tensão nominal (campo pleno).
  • • Com carga: pequena queda de tensão.
  • • Autoexcitação: parte do magnetismo residual.

Regulação: MODERADA — queda de 10–15%

Gerador de excitação em paralelo (IAC 9-16)
Gerador de excitação em paralelo — shunt (IAC Fig. 9-16)

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-8 | FAA Ch.12, pp. 12-135 a 12-136

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Curva Característica do Gerador Shunt

  • • Sem carga: tensão nominal (máxima).
  • • Carga crescente: pequena queda — regulação ~10–15%.
  • 1A corrente de campo diminui (menos tensão nos terminais).
  • 2Queda ôhmica nos enrolamentos do induzido.
✅ Sim — o tipo mais comum em aeronaves de pequeno e médio porte
Curvas características dos geradores (IAC 9-18)
Família de curvas V × I (IAC Fig. 9-18)

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-8 | FAA Ch.12, pp. 12-135 a 12-136

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Gerador Misto (Compound-Wound)

CARACTERÍSTICA PRINCIPAL: combina DOIS enrolamentos de campo.

1. Série: poucas voltas, fio grosso.

2. Shunt: muitas voltas, fio fino.

Vantagem: o shunt fornece tensão sem carga; o série compensa a queda com a carga.

Resultado: regulação muito melhor que o shunt puro.

Gerador de excitação mista (IAC 9-17)
Gerador de excitação mista — compound (IAC Fig. 9-17)
Gerador compound — pictórico/esquemático (FAA)
Compound — pictórico / esquemático (FAA Ch.12)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-8 a 9-9 | FAA Ch.12, p. 12-136

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Tipos de Gerador Compound

TipoTensão a plena cargaCurva
Sub-compoundMenor que sem cargaLevemente descendente
Flat compoundIgual à sem cargaPlana (ideal)
Super-compoundMaior que sem cargaLevemente ascendente

Flat compound — preferido para aviônicos sensíveis

Curvas comparativas dos tipos (IAC 9-18)
Curvas comparativas (IAC Fig. 9-18)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-8 a 9-9 | FAA Ch.12, p. 12-136

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Comparação: Série × Shunt × Compound

CaracterísticaSérieShunt (Paralelo)Compound (Misto)
CampoEm série c/ cargaEm paralelo c/ cargaSérie + shunt
Tensão s/ carga~0NominalNominal
RegulaçãoPéssimaModeradaBoa a excelente
Aplicação❌ Não usado em aviação✅ Aeronaves✅ Regulação crítica
Corrente de campoIgual à de cargaPequena (fio fino)Pequena + corrente

Shunt: padrão para a maioria dos sistemas aeronáuticos.

Compound: quando a regulação precisa é essencial — navegação e aviônicos sensíveis.

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-8 a 9-9

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Gerador de Três Fios (3-Wire)

OBJETIVO: fornecer duas tensões diferentes a partir do mesmo gerador (ex.: 240 V e 120 V).

Configuração:

  • • Gerador CC com dois pontos de tomada no induzido.
  • • Terminais: positivo (+), negativo (–) e um neutro.
  • • Tensão entre extremos = dobro da tensão terminal–neutro.

Bobina de reatância (reator): atua como divisor de tensão com derivação central (center tap) e compensa desequilíbrios de carga.

Gerador de três fios com reator (IAC 9-19)
Gerador de três fios com reator (IAC Fig. 9-19)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-9 a 9-10

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Gerador de Três Fios: Funcionamento

Equilíbrio normal: cargas iguais entre +N e N– → neutro sem corrente.

Desequilíbrio: corrente circula pelo neutro. Limite: 25% da corrente nominal

Reatância: mantém o ponto neutro estável; evita que um lado "afunde" quando o outro está mais carregado.

Aplicação: sistemas com duas tensões — ex.: 28 V e 14 V em aeronaves (equivalente a 240/120 V em terra).

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-10

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Capacidade e Terminais do Gerador

Classificação: pela corrente nominal na tensão de operação — ex.: gerador 28 V / 100 A, 200 A ou 400 A.

Rotação: CW ou CCW (visto do drive end). Coming-in speed ≈ 1.500 RPM

Terminais padronizados:

Gerador típico de 24 V de aeronave (IAC 9-9)
Gerador típico de 24 V de aeronave (IAC Fig. 9-9)

B

Positivo do induzido

(saída principal)

A

Campo shunt

(alimentação do campo)

E

Negativo do induzido

(aterrado)

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Regulação de Tensão: Por que Regular?

Problema: a tensão de saída varia com 1. a velocidade do motor (RPM) e 2. a carga elétrica conectada.

  • • Muito baixa → bateria não carrega, sistemas subalimentados.
  • • Muito alta → lâmpadas queimam, danos a eletrônicos.
  • • Sobretensão sustentada → aviônicos podem ser destruídos.

Solução: regulador de tensão — mantém a saída em limites estreitos (~28,5 V em sistemas de 28 V).

Regulagem de voltagem do gerador (IAC 9-22)
Regulagem de voltagem do gerador (IAC Fig. 9-22)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-12 a 9-16 | FAA Ch.12, p. 12-162

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Regulador Tipo Vibratório

PRINCÍPIO: insere e remove um resistor em série com o campo, alternando rapidamente.

  1. 1Tensão sobe acima do ajuste → contato abre → resistor entra em série.
  2. 2Corrente de campo cai → tensão gerada cai.
  3. 3Tensão cai abaixo do ajuste → contato fecha → resistor é curto-circuitado.
  4. 4Corrente de campo sobe → tensão gerada sobe.
  5. 5O ciclo se repete dezenas de vezes por segundo.

Resultado: tensão média constante ≈ 28,5 V

Regulador de voltagem tipo vibratório (IAC 9-23)
Regulador de voltagem tipo vibratório (IAC Fig. 9-23)
Circuitos internos do regulador (IAC 9-25)
Circuitos internos (IAC Fig. 9-25)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-12 a 9-13 | FAA Ch.12, p. 12-162

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Regulador a Pilha de Carvão (Carbon Pile)

PRINCÍPIO: a resistência das pastilhas de carvão varia com a pressão mecânica aplicada.

  1. 1Um solenoide sente a tensão de saída.
  2. 2Tensão sobe → solenoide puxa → menos pressão nas pastilhas.
  3. 3Resistência aumenta → corrente de campo cai → tensão cai.
  4. 4Tensão cai → o oposto ocorre (pressão ↑ → resistência ↓).

Vantagens: mais robusto (sem contatos mecânicos), resposta suave e contínua, usado em aeronaves de grande porte.

Botão de regulagem no regulador a carvão (IAC 9-33)
Botão de regulagem — carbon pile (IAC Fig. 9-33)
Efeito controlador do regulador a carvão (IAC 9-24)
Efeito controlador (IAC Fig. 9-24)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-13 a 9-14

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Regulador de Três Unidades

UnidadeFunção
1 Regulador de voltagemMantém a tensão constante (vibratório ou carbon pile)
2 Limitador de correnteProtege o gerador contra sobrecarga
3 Interruptor de corrente reversaEvita que a bateria descarregue pelo gerador

Por que três funções?

  • • O regulador de voltagem sozinho não protege contra sobrecarga.
  • • Sem o relé de corte reverso, a bateria "motorizaria" o gerador (girando-o como motor).
Regulador de três unidades (IAC 9-26)
Regulador de três unidades (IAC Fig. 9-26)
Foto real do regulador de três unidades aberto (FAA)
Regulador de três unidades aberto — foto real (FAA)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-14 a 9-15

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Limitador de Corrente

OBJETIVO: impedir que o gerador forneça corrente acima do valor nominal.

Como funciona:

  • • Similar ao regulador vibratório, mas atuado pela corrente.
  • • Eletroímã em série com a saída do gerador.
  • • Corrente acima do limite → contato abre → resistor no campo → tensão cai → corrente cai.

Por que é necessário: corrente excessiva → superaquecimento → queima dos enrolamentos. O limitador reduz a tensão propositalmente.

Circuito de proteção do gerador (FAA)
Circuito de controle / proteção do gerador (FAA Ch.12)

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-15

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Interruptor de Corrente Reversa

OBJETIVO: desconectar a bateria quando o gerador está com tensão menor que a dela.

Por que é crítico: em marcha lenta a tensão cai → a bateria descarregaria pelo gerador → motorização → enrolamentos podem queimar.

  1. 1Fecha quando Vgerador > Vbateria + 0,35 a 0,56 V.
  2. 2Abre quando Vgerador < Vbateria.
  3. 3A histerese evita chaveamento oscilatório.
Sistema de controle do gerador (FAA)
Sistema de controle do gerador (FAA Ch.12)
Relé de corrente reversa diferencial (FAA)
Relé de corrente reversa diferencial (FAA Ch.12)

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-15 a 9-16 | FAA Ch.12, p. 12-162

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Relé Diferencial

OBJETIVO: controlar a conexão do gerador à barra (bus) de distribuição.

Característica: compara a tensão do gerador com a tensão da barra.

  • • Fecha (conecta) quando Vgerador é 0,35 a 0,56 V acima da barra.
  • • Abre (desconecta) quando Vgerador é inferior à da barra.

Importância: impede que o gerador "puxe" corrente da barra e garante que só entre em operação quando pode contribuir com energia — essencial em sistemas com múltiplos geradores em paralelo

Relé de controle diferencial (IAC 9-27)
Relé de controle diferencial do gerador (IAC Fig. 9-27)

Fonte: IAC Cap 9, p. 9-16

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Manutenção do Gerador CC (FAA)

ItemO que verificar
1 FixaçãoParafusos apertados, suporte sem trincas
2 Conexões elétricasCabos firmes, sem oxidação
3 LimpezaSem sujeira/óleo/graxa — óleo → verificar selo do motor alerta
4 EscovasComprimento mínimo, desgaste uniforme, pressão adequada
5 ComutadorSuperfície lisa, sem sulcos, sem mica alta
6 OperaçãoTensão e corrente dentro dos limites
7 ReguladorOperação correta do regulador de voltagem
Verificação do gerador com amperímetro (IAC 9-31)
Verificação com amperímetro — item 6 (IAC Fig. 9-31)
Recuperação do magnetismo residual (IAC 9-32)
Recuperação do magnetismo residual (IAC Fig. 9-32)

Fonte: FAA Ch.12, pp. 12-137 a 12-138

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Manutenção: Escovas e Comutador

Escovas (brushes):

  • • Comprimento mínimo: metade do comprimento original.
  • • Pressão: 1½ a 2½ psi (mola do porta-escovas).
  • • Assentamento: NUNCA lixa esmeril — é condutiva → arco voltaico! Usar lixa de vidro (isolante).
  • Rabicho (pigtail): verificar conexão e flexibilidade.

Comutador:

  • • Deve estar liso e brilhante (pátina natural de óxido de cobre).
  • Mica alta (high mica): a mica se projeta acima do cobre → rebaixar (under-cut) ~1/32" (0,8 mm); profundidade ≈ largura da lâmina.
Assentamento de escovas com lixa no comutador (IAC 9-30)
Assentamento de escovas com lixa (IAC Fig. 9-30)
Assentamento de escovas (FAA)
Assentamento de escovas (FAA Ch.12)

Fonte: FAA Ch.12, pp. 12-137 a 12-138

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Geradores em Paralelo (Conceito)

OBJETIVO: conectar dois ou mais geradores para alimentar a mesma barra.

Vantagens:

  • Redundância — falha de um → outro assume.
  • • Maior capacidade de corrente.
  • • Manutenção sem desligar sistemas críticos.

Exigências:

  1. 1Mesma tensão nominal.
  2. 2Mesma polaridade.
  3. 3Regulação semelhante.
  4. 4Controle de carga compartilhada (equalizadores).

Desafio: tensão ligeiramente maior → gerador assume mais carga → equalização necessária.

Operação em paralelo (FAA)
Operação em paralelo (FAA Ch.12)
Circuitos de equalização (IAC 9-28)
Circuitos de equalização (IAC Fig. 9-28)
Geradores com circuitos de equalização (IAC 9-29)
Equalização (IAC Fig. 9-29)

Fonte: IAC Cap 9 (seções posteriores)

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Resumo Comparativo: Tipos de Geradores CC

CaracterísticaSérieShuntCompound3 Fios
Tensão sem carga~0NominalNominalNominal
RegulaçãoPéssimaModeradaBoaBoa
Aplicação aeronáutica✅ Padrão✅ Crítica✅ Dupla tensão
ComplexidadeBaixaMédiaAltaAlta
CampoSérieParaleloSérie + Par.Shunt c/ reator

Terminologia FAA (inglês): series-wound · shunt-wound · compound-wound · 3-wire generator

Fonte: IAC Cap 9, pp. 9-7 a 9-10 | FAA Ch.12, pp. 12-135 a 12-136

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Considerações Finais

Princípios de indução eletromagnética e geração de FEM.

Gerador elementar e ação do comutador.

Construção: carcaça, polos, induzido, comutador, escovas.

Tipos de excitação: série, shunt, compound, 3 fios.

Reação do induzido e correções (interpólos, compensação).

Curvas características e regulação de tensão.

Reguladores: vibratório, carbon pile, três unidades.

Manutenção básica do gerador CC.

Leitura recomendada: IAC Cap. 9 (seções finais) · FAA Ch.12 (Alternators).

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