IAEE8 — Instrumentos e Aviônica

Aviônica Militar II

Displays Montados no Capacete (HMD), NVG e Cabine Virtual

Bibliografia: COLLINSON, R. P. G. Introduction to Avionics Systems. 3. ed. Boston: Springer, 2011.
Cap. 7: Displays and Man-Machine Interaction · Seção 7.3: Helmet Mounted Displays

Logo IFSP
Prof. Fabriciu Alarcão Veiga Benini
Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico · Área Aeronáutica
Engenheiro Eletricista · Mestre em Sistemas Dinâmicos · Doutor em Telecomunicações
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SÃO PAULO
Campus São Carlos · Curso de Engenharia Aeronáutica
1 / 38

Índice da Apresentação

  • Do HUD ao HMD — Por que o capacete?
  • Funções do capacete convencional
  • Fatores de design: peso, CG, FOV, eye relief
  • Pontaria montada no capacete (HMS)
  • HMD binocular — óptica e CRT
  • Visão Noturna (NVGs)
  • Capacete integrado e modular
  • Sistemas de rastreamento da cabeça (CA/CC)
  • Cabine Virtual e BHMD
  • Síntese e pontos-chave
2 / 38
Seção 1

Do HUD ao HMD: A Limitação do Campo de Visão

  • HUD holográfico: FOV limitado a ~30° azimute, 20°–25° elevação
  • Restrição advém da geometria da cabine frontal
  • Piloto precisa de informações visuais head-up em qualquer direção
  • Solução: HMD — Helmet Mounted Display
3 / 38
Seção 1

O que é um HMD? Duas Formas

  • Forma simples: Pontaria colimada (mira + símbolos alfanuméricos básicos) — usa matriz de LEDs endereçável
  • Forma sofisticada: "HUD no capacete" — exibe toda a informação de HUD, referenciada à LOS do piloto
  • FOV: 35°–40° (caça) a 55° (helicóptero)
  • Permite visão noturna/FLIR integrada ao display
4 / 38
Seção 1

HMD Forma Simples: Matriz de LEDs

5 / 38
Seção 3

Fatores de Design do Capacete: Funções Básicas

  • Comunicação: interface auditiva/fala com rádio
  • Respiração: interface com oxigênio via máscara
  • Proteção: impacto + protetor facial a 650 kts
  • Proteção solar: protetor facial escuro
  • Compatibilidade NBC: vestimenta nuclear-biológico-química
6 / 38
Seção 3

Fatores de Design do Capacete: Peso e Carga

  • Capacete convencional: ~1 kg (2,2 lbs)
  • Em curva de 9 g: 1 kg × 9 = 9 kg na cabeça
  • Capacete integrado HMD binocular: 1,7–2,5 kg (3,7–5,5 lbs)
  • Peso mínimo = prioridade → reduzir tensão cervical
  • Busca contínua por redução de massa
7 / 38
Seção 3

Fatores de Design do Capacete: CG e Momento de Inércia

8 / 38
Seção 3

Fatores de Design do Capacete: Ajuste e Fixação

9 / 38
Seção 3

Fatores de Design do Capacete: Eye Relief e Exit Pupil

10 / 38
Seção 2

Simbologia do HMS

11 / 38
12 / 38
Seção 2

Off-Boresight: A Vantagem Tática do HMS

  • HUD: ângulo off-boresight máximo < 15°
  • HMS: ângulo off-boresight ~120° (com mísseis ágeis)
  • Multiplicador de Força: 3×–4× na probabilidade de abate
  • Piloto não precisa alinhar a aeronave ao alvo antes do lançamento
13 / 38
Seção 2

HMS para Navegação

  • HMS fornece "fixações" visuais para o sistema de navegação
  • Designa pontos de referência e características conhecidos
  • Piloto não precisa sobrevoar esses pontos
  • Economia de tempo e combustível em missões de navegação
14 / 38
Seção 4

Geração 1 vs. Geração 2 de HMDs

  • 1ª geração: Módulo óptico "parafusado" a capacete existente
  • Aspecto de acessório, peso excessivo
  • 2ª geração: Design integrado "folha em branco"
  • Otimizado para todos os requisitos
  • Carcaça leve em materiais resistentes
  • Resultado: peso mínimo + performance máxima
15 / 38
Seção 4

HMD Binocular: Rivalidade Monocular

  • HMD monoscópico: problema de rivalidade monocular
  • Cérebro tenta processar imagens diferentes de cada olho
  • Mais severo à noite: olho sem display enxerga pouco
  • Solução: sistema binocular — mesma imagem a ambos os olhos
  • Todos os projetos modernos são binoculares
16 / 38
Seção 4

HMD Binocular: Fonte de Exibição e CRT

  • CRT miniaturizado de 0,5 polegada de diâmetro
  • Compacto o suficiente para integração no capacete
  • Aplicações noturnas: FOV o mais amplo possível
  • Helicópteros: FOV mínimo 40°, disponíveis > 50°
  • Caça/ataque: FOV 35°–40°
17 / 38
Seção 4

Colimação por Ocular Esférica

18 / 38
Seção 4

Comparativo FOV: HUD vs. HMS vs. HMD

O HUD cobre apenas cerca de 30° de azimute, limitado pelo para-brisa. O HMS amplia o campo de mira para aproximadamente 120°, acompanhando a cabeça do piloto. Um HMD binocular de helicóptero chega a 50° ou mais por olho — suficiente para sobrepor símbolos a praticamente toda a cena visível.

19 / 38
20 / 38
Seção 5

NVGs: Princípio de Funcionamento

21 / 38
Seção 5

NVGs: Iluminação Especial de Cabine

22 / 38
Seção 5

NVGs em Capacete Padrão vs. Integrado

  • Padrão: NVG frontal → peso desequilibrado
  • Impossível alto g; remoção obrigatória antes de ejetar
  • Integrado: NVG próximo ao ponto de pivô
  • Sem momento significativo
  • Visão noturna disponível mesmo após ejeção
23 / 38
24 / 38
Seção 6

Design Modular: Conceito e Vantagens

25 / 38
26 / 38
Seção 7

Rastreamento da Cabeça: Por que?

27 / 38
Seção 7

Rastreamento Óptico da Cabeça

Método A

Reconhecimento de padrões via câmera CCD

Método B

Detecção de LEDs montados no capacete

Método C

Medição de franjas geradas por laser

28 / 38
Seção 7

Rastreamento Magnético: Sistemas CA e CC

  • Sistema CA (AC): campo magnético alternado ~10 kHz
  • Sistema CC (DC): campo magnético CC comutado em baixa frequência
  • Ambos: sensíveis ao metal próximo ao sensor
  • CC é 10× menos sensível ao metal que o CA
  • Erros dependem da instalação → mapeamento individualizado
29 / 38
Seção 7

Rastreamento Magnético: Especificações

30 / 38
Seção 7

Rastreamento Magnético: Sensibilidade ao Metal e Mapeamento

  • Ambos os sistemas (CA e CC) são sensíveis ao metal
  • Metal na cabine distorce o campo magnético
  • Erros dependem da instalação específica → mapeamento individualizado
  • Medição dos erros → correções armazenadas no computador
  • Computador corrige as saídas in situ
31 / 38
Seção 7

Rastreamento Magnético: Sensor, Radiador e Precisão

O sensor montado no capacete ocupa cerca de 8 cm³ pesando apenas 20 g, enquanto o radiador fixado na cabine tem 16 cm³ e 28 g. Operando em corrente contínua comutada, o sistema fica dez vezes menos sensível às distorções metálicas do que os sistemas CA, alcançando precisão da ordem de 2 milirradianos na direção de pontaria.

32 / 38
Seção 7

Vibração, Buffeting e Rastreador Ocular

  • Buffeting subsônico: espectro 1–10 Hz
  • Erros de rastreamento > 2° RMS em testes replicados
  • Vibração 0,5 g a 2 Hz → deslocamento ±31 mm
  • Piloto incapaz de acompanhar a vibração com a cabeça
  • Solução: rastreador ocular — músculos oculares respondem mais rápido
33 / 38
34 / 38
Seção 8

Cabine Virtual: Displays 3D e God's Eye View

35 / 38
Seção 8

Cabine Virtual: Aplicações Futuras

  • Displays virtuais substituem instrumentos físicos head-down
  • Hand controller como interface complementar ao rastreamento ocular
  • DVI permite alta resolução e baixo peso
  • RPVs: controle remoto a partir de aeronave-pai ou estação terrestre
  • Aplicável a veículos terrestres e submarinos
  • Displays coloridos de alta resolução → mapas no HMD
36 / 38
Seção 8

Cabine Virtual: Cautela com Realidade Virtual e Fatores Humanos

  • Questões de fatores humanos devem ser resolvidas
  • Ópticas estereoscópicas de baixa qualidade → ajustes maiores no cérebro
  • Retorno ao mundo real pode levar tempo
  • Diferença: cabine requer visualização frequente do mundo externo
  • Qualidade estereoscópica do BHMD é muito superior à VR comercial
  • Problemas de VR comercial podem não se aplicar ao ambiente de cabine
37 / 38
Síntese

Síntese: HMD, NVG e Cabine Virtual

38 / 38