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Inversores e Transformadores
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Inversores e Transformadores
IAC AC 65-9A / FAA Ch.12
Prof. Fabriciu Alarcão Veiga Benini
Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico · Área Aeronáutica
Engenheiro Eletricista · Mestre em Sistemas Dinâmicos · Doutor em Telecomunicações
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SÃO PAULO
Campus São Carlos
Explicar princípio
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Objetivos

  • Explicar o princípio de funcionamento de inversores rotativos e estáticos
  • Descrever a aplicação de inversores em sistemas aeronáuticos
  • Compreender os princípios de transformadores e a relação de espiras
  • Identificar os tipos de transformadores e suas aplicações
  • Diagnosticar perdas e panes em transformadores

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Dispositivo converte
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O que é um Inversor?

  • Dispositivo que converte corrente contínua (CC) em corrente alternada (CA)
  • Usado em aeronaves para alimentar equipamentos que requerem CA a partir da bateria CC da aeronave
  • Frequência típica de saída: 400 Hz (400 cps)
  • Tensões comuns: 26 VCA e 115 VCA

FAA Ch.12, p.12-95

Equipamentos aeronáuticos
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Por que 400 Hz na Aviação?

  • Equipamentos aeronáuticos (instrumentos, rádio, radar) operam em CA
  • 400 Hz permite transformadores e motores mais leves e compactos que 60 Hz
  • Menor peso = economia de combustível
  • Padrão internacional da aviação

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Rotativos motor
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Tipos de Inversores

  • Inversores rotativos: motor CC + gerador CA no mesmo eixo
  • Inversores estáticos: circuitos eletrônicos de estado sólido (semicondutores)
  • Ambos podem ser monofásicos ou polifásicos
  • O inversor polifásico é mais leve para a mesma potência nominal

FAA Ch.12, p.12-95

Essencialmente gerador
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PARTE 1.1 — Inversores Rotativos

  • Essencialmente: gerador CA + motor CC em um único invólucro
  • Campo do gerador (ou armadura) e campo do motor (ou armadura) montados em eixo comum
  • Gira dentro do invólucro
  • Três tipos principais: ímã permanente, tipo indutor, e outros

FAA Ch.12, p.12-95 a 12-96

PARTE 1.1 — Inversores Rotativos
Motor gerador
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Inversor Rotativo de Ímã Permanente — Construção

  • Motor CC + gerador CA de ímã permanente
  • Cada um possui estator separado no mesmo invólucro
  • Armadura do motor montada no rotor, conectada à CC via comutador e escovas
  • Enrolamentos de campo do motor montados no invólucro (conectados à CC)
  • Figura sugerida: Fig. 12-201 do FAA — Diagrama de fiação interna do inversor rotativo de ímã permanente monofásico

FAA Ch.12, p.12-96

Inversor Rotativo de Ímã Permanente — Construção
Rotor extremidade
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Inversor Rotativo de Ímã Permanente — Geração de CA

  • Rotor de ímã permanente na extremidade oposta do eixo (sem escovas para a saída CA)
  • Rotor do gerador: 6 polos magnetizados (N/S alternados)
  • Ao girar, o ímã permanente gira dentro das bobinas do estator CA
  • Fluxo magnético corta os condutores → tensão CA induzida
  • Polaridade muda a cada passagem de polo

FAA Ch.12, p.12-96

Rotor lâminas
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Inversor Rotativo Tipo Indutor — Construção

  • Rotor de lâminas de ferro doce (não ímã permanente)
  • Ranhuras cortadas lateralmente na superfície formam polos
  • Número de polos do rotor corresponde ao número de polos do estator
  • Duas bobinas estacionárias: campo (CC) e armadura (CA)
  • Figura sugerida: Fig. 12-203 do FAA — Inversor tipo indutor

FAA Ch.12, p.12-96 a 12-97

Inversor Rotativo Tipo Indutor — Construção
Aplicada bobinas
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Inversor Rotativo Tipo Indutor — Funcionamento

  • CC aplicada às bobinas de campo → campo magnético produzido
  • Rotor gira dentro das bobinas de campo
  • Quando polos do rotor se alinham com polos estacionários → baixa relutância
  • Variação da relutância magnética induz tensão nas bobinas da armadura CA
  • Frequência = f(polos, velocidade do motor)
  • Tensão controlada pela corrente de campo do estator CC

FAA Ch.12, p.12-97

Inversor Rotativo Tipo Indutor — Funcionamento
Funciona sentido
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Moto-Gerador (Conversor) — CA → CC (parte 1)

  • Funciona no sentido inverso ao inversor: converte CA em CC
  • Construção: motor CA + gerador CC no mesmo eixo
  • Exemplo típico: entrada 208 V trifásico CA → saída 200 A / 30 V CC
  • Vantagens:
  • Inércia da armadura (fonte de energia momentânea em falhas)
  • Tolerância a variações de temperatura

IAC Cap 8, p.8-108

Menos falhas
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Moto-Gerador (Conversor) — CA → CC (parte 2)

  • Menos falhas por superaquecimento

IAC Cap 8, p.8-108

Ferro laminado
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Comparação — Ímã Permanente × Tipo Indutor (parte 1)

  • Ímã Permanente
  • Tipo Indutor
  • Ímã permanente
  • Ferro doce laminado
  • Escovas na saída CA
  • Controle de tensão

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Ajustável corrente
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Comparação — Ímã Permanente × Tipo Indutor (parte 2)

  • Fixa (pelo ímã)
  • Ajustável (corrente de campo)
  • Aplicação típica
  • Sistemas simples
  • Sistemas que exigem regulação

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Aeronaves podem
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Sistema de Distribuição CA com Inversores Rotativos

  • Aeronaves podem ter inversor principal + inversor reserva
  • Chave seletora permite comutação entre fontes
  • Barramento CA alimenta: instrumentos, rádios, radar, iluminação
  • Figura sugerida: Fig. 12-205 do FAA — Diagrama de sistema de distribuição CA

FAA Ch.12, p.12-97

Sistema de Distribuição CA com Inversores Rotativos
Partes móveis
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Vantagens e Desvantagens dos Inversores Rotativos (parte 1)

  • Partes móveis → desgaste
  • Capacidade de sobrecarga
  • Escovas e comutador → manutenção
  • Maturidade tecnológica
  • Ruído e vibração
  • Tolerância a transitórios

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Espaço
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Vantagens e Desvantagens dos Inversores Rotativos (parte 2)

  • Peso e espaço
  • Menor eficiência que estáticos

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Substituem rotativos
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PARTE 1.2 — Inversores Estáticos (Estado Sólido)

  • Substituem inversores rotativos em muitas aplicações
  • Baseados em semicondutores (transistores, tiristores, MOSFETs)
  • Sem partes móveis
  • Avanço tecnológico permite aplicações antes impraticáveis
  • Figura sugerida: Fig. 12-207 do FAA — Inversor estático de onda senoidal regulada

FAA Ch.12, p.12-97 a 12-98

PARTE 1.2 — Inversores Estáticos (Estado Sólido)
Fontes alimentação
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Inversores Estáticos — Aplicações Aeronáuticas (parte 1)

  • Fontes de alimentação CA para equipamentos sensíveis à frequência
  • Sistemas CA de emergência de aeronaves
  • Conversão de energia de faixa de frequência ampla para frequência precisa
  • Aeronaves pequenas: uso crescente
  • Exemplos:
  • Fonte CA de emergência de 250 VA (bateria)

FAA Ch.12, p.12-97

Inversores Estáticos — Aplicações Aeronáuticas (parte 1)
Fonte principal
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Inversores Estáticos — Aplicações Aeronáuticas (parte 2)

  • Fonte CA principal de 2.500 VA (gerador de frequência variável)

FAA Ch.12, p.12-97

Inversores Estáticos — Aplicações Aeronáuticas (parte 2)
Converte baixa
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Inversor Estático de Onda Senoidal Regulada

  • Converte baixa tensão CC em tensão CA mais elevada
  • Regulação de tensão: tolerância < 1% com mudança total de carga
  • Derivações (taps) de saída: 105 V, 115 V, 125 VCA
  • Regulação de frequência: ~1 Hz para carga 0–100%
  • Saída senoidal de alta qualidade

FAA Ch.12, p.12-97 a 12-98

Eficiência menos
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Características dos Inversores Estáticos — Parte 1

  • Alta eficiência — menos perda de energia que rotativos
  • Baixa manutenção — sem escovas, comutadores ou rolamentos
  • Longa vida útil — sem desgaste mecânico
  • Nenhum período de aquecimento — operação imediata

FAA Ch.12, p.12-98

Capaz partir
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Características dos Inversores Estáticos — Parte 2

  • Capaz de partir sob carga — não precisa estar em vazio para ligar
  • Operação extremamente silenciosa — sem ruído mecânico
  • Resposta rápida a mudanças de carga — regulação dinâmica superior
  • Vantagem crítica na aviação: adaptabilidade ao resfriamento por condução (sem necessidade de ventilação forçada)

FAA Ch.12, p.12-98

Sensíveis frequência
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Inversores Estáticos — Aplicações em Instrumentos (parte 1)

  • Instrumentos sensíveis à frequência:
  • Giro de atitude (horizonte artificial)
  • Giro direcional
  • Indicadores e transmissores autosyn
  • Indicadores e transmissores magnesyn
  • Giroscópios de velocidade

FAA Ch.12, p.12-98

Radar outros
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Inversores Estáticos — Aplicações em Instrumentos (parte 2)

  • Radar e outros sistemas de bordo

FAA Ch.12, p.12-98

Senoidal equipamentos
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Classificação dos Inversores Estáticos

  • Onda senoidal (pura) — equipamentos sensíveis
  • Onda quadrada — cargas simples
  • Onda modificada (aproximação senoidal) — uso geral
  • Pequeno porte
  • Médio porte
  • Grande porte

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Partes móveis
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Inversores Estáticos × Rotativos — Comparação (parte 1)

  • Partes móveis
  • Alta (escovas, rolamentos)
  • Partida sob carga
  • Regulação de tensão
  • Excelente (<1%)
  • Custo inicial

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Limitada desgaste
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Inversores Estáticos × Rotativos — Comparação (parte 2)

  • Vida útil
  • Limitada (desgaste)

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Inversor rotativo
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Aplicações Combinadas em Aeronaves

  • Inversor rotativo como fonte principal de CA
  • Inversor estático como reserva (emergência)
  • Ou vice-versa, dependendo do projeto
  • Sistemas modernos tendem ao estado sólido
  • Chaveamento automático entre fontes em caso de falha

FAA Ch.12, p.12-97; MCA 58-13 p.76-77

Inversor
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Síntese — Inversores (Parte 1) (parte 1)

  • Inversor = CC → CA
  • Rotativo: motor CC + gerador CA no mesmo eixo
  • Ímã permanente: simples, sem escovas na saída CA
  • Tipo indutor: rotor de ferro doce, tensão ajustável
  • Estático: semicondutores, sem partes móveis
  • Onda senoidal, quadrada ou modificada

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Eficiência baixa
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Síntese — Inversores (Parte 1) (parte 2)

  • Alta eficiência, baixa manutenção
  • Ambos operam em 400 Hz na aviação

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Principal função
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Exercício de Fixação — Inversores

  • Qual a principal função de um inversor em uma aeronave?
  • Cite duas diferenças construtivas entre inversor de ímã permanente e tipo indutor.
  • Quais as vantagens de um inversor estático sobre um rotativo?
  • Por que a frequência de 400 Hz é usada na aviação?

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Inversores convertem
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Transição — Para Transformadores

  • Inversores convertem CC → CA para alimentar sistemas de bordo
  • Uma vez gerada a CA, precisamos transformar seus níveis de tensão
  • Os transformadores são os dispositivos responsáveis por essa função
  • Veremos: princípios, relação de espiras, tipos, perdas e panes

IAC Cap 8, p.8-91; FAA Ch.12, p.12-66

Dispositivo altera
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PARTE 2 — Transformadores: Introdução (parte 1)

  • Dispositivo que altera o nível de tensão CA sem partes móveis
  • Baseado no princípio da indução eletromagnética (lei de Faraday)
  • Duas bobinas eletricamente independentes com acoplamento magnético
  • Três partes básicas:
  • Núcleo de ferro (laminado)
  • Enrolamento primário

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Enrolamento secundário
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PARTE 2 — Transformadores: Introdução (parte 2)

  • Enrolamento secundário
  • Fontes: IAC Cap 8, p.8-91; FAA Ch.12, p.12-66

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Indução tensão
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Lei de Faraday — Base dos Transformadores (parte 1)

  • Lei de Faraday (da indução): uma tensão é induzida em uma bobina quando o fluxo magnético que a atravessa varia no tempo
  • Fórmula: ε = –N × (ΔΦ/Δt)
  • ε = tensão induzida
  • N = número de espiras
  • ΔΦ/Δt = variação do fluxo magnético no tempo
  • A CA aplicada ao primário cria campo magnético variável

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Campo variável
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Lei de Faraday — Base dos Transformadores (parte 2)

  • Esse campo variável induz tensão no secundário (indução mútua)
  • CC pura não funciona (fluxo constante, sem indução)

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Tensão alternada
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Princípio de Funcionamento (parte 1)

  • Tensão alternada aplicada ao primário
  • Corrente alternada circula → campo magnético variável no núcleo
  • Fluxo magnético atravessa o secundário (acoplamento)
  • Tensão alternada é induzida no secundário
  • Se o secundário estiver fechado sobre uma carga, corrente circula
  • Sem carga: circula apenas a corrente de excitação (magnetização) no primário, suficiente para estabelecer o fluxo no núcleo

IAC Cap 8, p.8-91; FAA Ch.12, p.12-66

Princípio de Funcionamento (parte 1)
Carga
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Princípio de Funcionamento (parte 2)

  • Com carga:
  • o fluxo gerado pela corrente do secundário neutraliza parte do fluxo do primário → reduz a auto-indução → a corrente do primário aumenta para compensar
  • Figura sugerida: IAC Fig. 8-197 — Transformador com núcleo de ferro

IAC Cap 8, p.8-91; FAA Ch.12, p.12-66

Princípio de Funcionamento (parte 2)
Função concentrar
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O Núcleo do Transformador (parte 1)

  • Função: concentrar e direcionar o fluxo magnético
  • Material: aço-silício de grão orientado
  • Laminado: finas lâminas isoladas entre si
  • Por que laminações? → Reduz correntes parasitas (veremos adiante)
  • Tipos construtivos:
  • Núcleo envolvente (shell type)

IAC Cap 8, p.8-91

Envolto
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O Núcleo do Transformador (parte 2)

  • Núcleo envolto (core type)

IAC Cap 8, p.8-91

Tensão enrolamentos
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Relação de Espiras — Fórmula Fundamental

  • A tensão nos enrolamentos é proporcional ao número de espiras:
  • Vₚ / Vₛ = Nₚ / Nₛ
  • Onde: Vₚ = tensão no primário, Vₛ = tensão no secundário
  • Nₚ = espiras do primário, Nₛ = espiras do secundário
  • Exemplo: Primário com 500 espiras, secundário com 100 espiras
  • Relação 5:1 — transformador abaixador (redução)

IAC Cap 8, p.8-92; FAA Ch.12, p.12-67

Relação de Espiras — Fórmula Fundamental
Transformador redução
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Transformadores Abaixadores e Elevadores

  • Transformador de redução 5:1 e de elevação 1:4 (exemplos do FAA)

IAC Cap 8, p.8-92; FAA Ch.12, p.12-67

Aparente ideal
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Relação de Corrente e Potência (parte 1)

  • Potência aparente (ideal): P = Vₚ × Iₚ = Vₛ × Iₛ
  • Conservação de energia: o transformador não gera nem consome energia
  • Se V aumenta → I diminui na mesma proporção (e vice-versa)
  • Exemplo:
  • Primário: 115 V × 2 A = 230 W
  • Secundário (abaixador 5:1): 23 V × 10 A = 230 W

IAC Cap 8, p.8-95; FAA Ch.12, p.12-69

Transmissão longas
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Relação de Corrente e Potência (parte 2)

  • Transmissão por longas distâncias: elevar a tensão na geração reduz a corrente na linha → menos perda (I²R);
  • rebaixar no ponto de uso

IAC Cap 8, p.8-95; FAA Ch.12, p.12-69

Eficiência transferência
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Coeficiente de Acoplamento

  • Mede a eficiência da transferência de fluxo entre primário e secundário
  • Varia de 0 (nenhum acoplamento) a 1 (acoplamento perfeito)
  • Transformadores reais: próximo de 1 (núcleo de ferro)
  • Fatores que afetam: entreferro, material do núcleo, geometria

IAC Cap 8, p.8-92

Potência elevação
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Tipos de Transformadores — Visão Geral

  • Transformadores de potência — elevação/redução em fontes
  • Transformadores de áudio — faixa de 20 Hz a 20 kHz
  • Transformadores de RF — núcleo de ar, altas frequências
  • Autotransformadores — enrolamento único com tap
  • Transformadores de corrente (TC) — medição de corrente
  • Fontes: IAC Cap 8, p.8-92 a 8-94; FAA Ch.12, p.12-68 a 12-69

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Geral elevação
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Transformadores de Potência (parte 1)

  • Uso geral: elevação e redução de tensão CA
  • Aplicações aeronáuticas:
  • Redução: 115 VCA → 26 VCA (instrumentos, iluminação)
  • Isolamento galvânico entre circuitos
  • Construção: núcleo de ferro laminado
  • Secundário pode ter múltiplos enrolamentos (ex.:

IAC Cap 8, p.8-93; FAA Ch.12, p.12-68

Transformadores de Potência (parte 1)
Tensão derivação
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Transformadores de Potência (parte 2)

  • 5 V, 6 V e alta tensão) e derivação central (center tap) — metade da tensão total em relação ao terminal central
  • Faixa de potência: de miliwatts (rádio) a megawatts (rede)

IAC Cap 8, p.8-93; FAA Ch.12, p.12-68

Transformadores de Potência (parte 2)
Projetados operar
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Transformadores de Áudio

  • Projetados para operar na faixa de áudio: 20 Hz a 20 kHz
  • Aplicações: intercomunicadores, rádios, sistemas de áudio
  • Características:
  • Núcleo de ferro laminado de alta permeabilidade
  • Resposta de frequência plana na faixa de operação
  • Apenas um secundário (diferente de RF que pode ter múltiplos taps)

IAC Cap 8, p.8-93; FAA Ch.12, p.12-68

Operam frequências
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Transformadores de RF (Radiofrequência)

  • Operam em frequências de rádio (> 20 kHz)
  • Núcleo de ar (não de ferro) — núcleo ferromagnético causaria perdas excessivas
  • Aplicações: circuitos de sintonia, acoplamento de estágios de RF
  • Características:
  • Bobinas enroladas em forma de ar ou com núcleo de ferrite/pó de ferro
  • Indutância e capacitância parasitas são críticas

IAC Cap 8, p.8-93; FAA Ch.12, p.12-68

Transformadores de RF (Radiofrequência)
Enrolamento único
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Autotransformadores

  • Enrolamento único que serve como primário e secundário simultaneamente
  • Derivação (tap) em algum ponto do enrolamento
  • Vantagens: menor tamanho, menor peso, maior eficiência que transformador convencional
  • Desvantagem: sem isolamento galvânico entre entrada e saída
  • Aplicações aeronáuticas: ajuste de tensão em sistemas de potência
  • Figura sugerida: IAC Fig. 8-203 — Autotransformadores

IAC Cap 8, p.8-94; FAA Ch.12, p.12-68

Autotransformadores
Toroidal enrolamento
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Transformadores de Corrente (TC) (parte 1)

  • Tipo anel (toroidal), enrolamento primário em série com a linha
  • Fornece corrente proporcional à corrente de linha para instrumentos de proteção
  • Relação típica: ex. 1000 A: 5 A
  • ⚠ ATENÇÃO: o secundário NUNCA deve ser aberto com o sistema energizado!
  • Tensões perigosamente altas podem se desenvolver
  • Pode superaquecer e destruir o transformador

IAC Cap 8, p.8-94; FAA Ch.12, p.12-69

Transformadores de Corrente (TC) (parte 1)
Instalado manter
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Transformadores de Corrente (TC) (parte 2)

  • TC fora de uso (mas instalado): manter o secundário curto-circuitado com jumper para evitar tensão perigosa
  • Aplicações: sistemas de proteção e controle de circuito

IAC Cap 8, p.8-94; FAA Ch.12, p.12-69

Transformadores de Corrente (TC) (parte 2)
Faixa frequência
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Tabela Comparativa — Tipos de Transformadores (parte 1)

  • Faixa de frequência
  • Aplicação típica
  • Ferro laminado
  • Ferro laminado
  • 20 Hz–20 kHz
  • Ar / ferrite

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Circuitos sintonia
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Tabela Comparativa — Tipos de Transformadores (parte 2)

  • > 20 kHz
  • Circuitos de sintonia
  • Ferro laminado
  • Ajuste de tensão
  • Corrente (TC)
  • Toroidal (anel)

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Fonte
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Tabela Comparativa — Tipos de Transformadores (parte 3)

  • Fonte: IAC Cap 8, p.8-92 a 8-94; FAA Ch.12, p.12-68 a 12-69

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Reais eficientes
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Perdas em Transformadores — Introdução

  • Transformadores reais não são 100% eficientes
  • As perdas são classificadas em dois grupos:
  • Perdas no cobre (elétricas)
  • Perdas no ferro (magnéticas):
  • Perda por histerese
  • Perda por correntes parasitas (Foucault)

IAC Cap 8, p.8-94 a 8-95; FAA Ch.12, p.12-69

Causada resistência
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Perda no Cobre (I²R) (parte 1)

  • Causada pela resistência elétrica do condutor nas espiras
  • Fórmula: P = I² × R
  • A corrente que circula nos enrolamentos gera calor
  • Efeito mais significativo em altas correntes (secundário de abaixador)
  • Minimizada com:
  • Condutores de maior seção transversal

IAC Cap 8, p.8-94; FAA Ch.12, p.12-69

Materiais baixa
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Perda no Cobre (I²R) (parte 2)

  • Materiais de baixa resistividade (cobre)

IAC Cap 8, p.8-94; FAA Ch.12, p.12-69

Energia necessária
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Perda por Histerese Magnética (parte 1)

  • Energia necessária para magnetizar o núcleo a cada ciclo
  • A CA faz o campo magnético inverter a direção a cada semiciclo
  • Os domínios magnéticos do material do núcleo resistem à inversão
  • Essa resistência gera calor no núcleo
  • Minimizada com:
  • Aço-silício de grão orientado (baixa coercividade)

IAC Cap 8, p.8-94; FAA Ch.12, p.12-69

Núcleo material
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Perda por Histerese Magnética (parte 2)

  • Núcleo de material de alta permeabilidade

IAC Cap 8, p.8-94; FAA Ch.12, p.12-69

Elétricas induzidas
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Perda por Correntes Parasitas (Foucault / Eddy Current) (parte 1)

  • Correntes elétricas induzidas no próprio núcleo metálico
  • Causadas pela variação do campo magnético (lei de Faraday também se aplica ao núcleo!)
  • Circulam no interior do material condutor do núcleo
  • Geram calor por efeito Joule → perda de eficiência
  • Solução: núcleo constituído por laminações finas isoladas entre si
  • Cada lâmina tem espessura reduzida → limita a circulação das correntes

IAC Cap 8, p.8-94 a 8-95; FAA Ch.12, p.12-69

Verniz isolante
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Perda por Correntes Parasitas (Foucault / Eddy Current) (parte 2)

  • Verniz isolante entre lâminas interrompe o caminho das correntes

IAC Cap 8, p.8-94 a 8-95; FAA Ch.12, p.12-69

Ambas aumentam
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Perdas no Ferro — Comparativo

  • Ambas as perdas aumentam com a frequência
  • Importante na aviação (400 Hz): laminações mais finas que em transformadores de 60 Hz
  • Fontes: IAC Cap 8, p.8-94 a 8-95; FAA Ch.12, p.12-69

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Sistemas trifásicos
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Ligações de Transformadores — Y e Δ (Estrela e Triângulo) (parte 1)

  • Em sistemas trifásicos, os enrolamentos podem ser ligados em:
  • Y (estrela / ípsilon): um terminal comum (neutro)
  • Δ (delta / triângulo): fechado em série
  • Combinações comuns:
  • Δ-Δ, Δ-Y, Y-Δ, Y-Y
  • Derivação central permite múltiplas tensões em aeronaves

IAC Cap 8, p.8-95 a 8-97

Ligações de Transformadores — Y e Δ (Estrela e Triângulo) (parte 1)
Figura sugerida
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Ligações de Transformadores — Y e Δ (Estrela e Triângulo) (parte 2)

  • Figura sugerida: IAC Fig. 8-208 e 8-209 — Ligações Y e Δ

IAC Cap 8, p.8-95 a 8-97

Ligações de Transformadores — Y e Δ (Estrela e Triângulo) (parte 2)
Mesmo sendo
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Panes em Transformadores — Introdução (parte 1)

  • Mesmo sendo dispositivos robustos (sem partes móveis), transformadores podem falhar
  • Principais panes:
  • Enrolamento aberto
  • Curto-circuito entre espiras
  • Curto entre enrolamentos (primário-secundário)
  • Aterramento (fuga para o núcleo/carcaça)

IAC Cap 8, p.8-97 a 8-98

Superaquecimento
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Panes em Transformadores — Introdução (parte 2)

  • Superaquecimento
  • Indicadores práticos de curto completo:
  • Superaquecimento + cheiro de cera/verniz queimado
  • Tensão de saída zero (voltímetro)
  • Fusível queimado no circuito primário

IAC Cap 8, p.8-97 a 8-98

Resultado esperado
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Diagnóstico de Panes — Procedimentos (parte 1)

  • Resultado esperado
  • Enrolamento aberto
  • Ohmímetro nas pontas do enrolamento
  • Resistência infinita
  • Curto entre espiras
  • Ohmímetro (medição de resistência)

IAC Cap 8, p.8-97 a 8-98

Diagnóstico de Panes — Procedimentos (parte 1)
Resistência menor
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Diagnóstico de Panes — Procedimentos (parte 2)

  • Resistência menor que o normal*
  • Curto primário-secundário
  • Ohmímetro entre primário e secundário
  • Resistência finita (deveria ser infinita)
  • Aterramento (fuga)
  • Megôhmetro entre enrolamento e núcleo

IAC Cap 8, p.8-97 a 8-98

Diagnóstico de Panes — Procedimentos (parte 2)
Resistência isolamento
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Diagnóstico de Panes — Procedimentos (parte 3)

  • Resistência de isolamento < especificação
  • Observação térmica + teste de carga
  • Indicador de curto interno

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Diagnóstico de Panes — Procedimentos (parte 3)
Método alternativo
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Diagnóstico Avançado e Determinação do Tipo (parte 1)

  • Método alternativo para curto (IAC):
  • Aplicar tensão CA conhecida ao primário
  • Medir a tensão de saída no secundário
  • Comparar com a relação de espiras esperada
  • Tensão abaixo do esperado → indica curto
  • Determinar se é elevador ou abaixador:

IAC Cap 8, p.8-98

Medir resistência
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Diagnóstico Avançado e Determinação do Tipo (parte 2)

  • Medir resistência dos enrolamentos com ohmímetro
  • Maior resistência → maior número de espiras → lado de alta tensão
  • Menor resistência → lado de baixa tensão

IAC Cap 8, p.8-98

Disciplinas geral
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Síntese — Inversores e Transformadores (parte 1)

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12

Relatorio cobertura
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Síntese — Inversores e Transformadores (parte 2)

IAC AC 65-9A / FAA Ch.12