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Baterias Níquel-Cádmio
Constituição · funcionamento · carga · inspeção e manutenção
Baseado em: [FAA-9] Aviation Maintenance Technician Handbook · [IAC-MB8] IAC — Baterias
Prof. Fabriciu Alarcão Veiga Benini
Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico · Área Aeronáutica
Engenheiro Eletricista · Mestre em Sistemas Dinâmicos · Doutor em Telecomunicações
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SÃO PAULO
Campus São Carlos · Técnico em Manutenção de Aeronáutica em Célula
O caminho · as perguntas
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O que este estudo responde

Objetivos de aprendizagem

Ao final desta semana, você deve ser capaz de: (1) explicar a constituição e o funcionamento da bateria NiCd; (2) descrever o procedimento de carga correto; (3) executar a inspeção e identificar os problemas típicos; (4) aplicar as normas de segurança na manipulação de baterias.

Normas de referência

RBAC 91 — requisitos para operação aérea · FAA CFR Part 91 — requisitos de iluminação e equipamentos · Manual do fabricante da bateria — procedimentos específicos de manutenção e carga.

Vocabulário · o básico
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Vocabulário essencial

  • Célula: o elemento básico da bateria, formado por placas positivas e negativas, separadores e eletrólito.
  • Eletrodo: cada uma das placas, positiva e negativa, que troca carga com o eletrólito.
  • Eletrólito alcalino: a solução de hidróxido de potássio (KOH) em água que conduz a corrente entre as placas.
  • Separador: a faixa de plástico poroso que isola uma placa da outra sem impedir a passagem do eletrólito.
  • Vaso: o reservatório que envolve as placas e o eletrólito, formando o corpo da célula.
  • Ventilação: o sistema que deixa escapar os gases da sobrecarga e ajuda a resfriar a bateria na operação normal.
Elemento simples de bateria: eletrodos positivo e negativo imersos no eletrólito.
Elemento simples de bateria: eletrodos positivo e negativo imersos no eletrólito.
Vocabulário · o operacional
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Vocabulário operacional

  • DC: corrente contínua, o tipo de corrente que a bateria entrega ao barramento da aeronave.
  • Ni(OH)2: hidróxido de níquel, o material ativo depositado nas placas positivas.
  • Cd(OH)2: hidróxido de cádmio, o material ativo depositado nas placas negativas.
  • KOH: hidróxido de potássio, o eletrólito alcalino dissolvido em água destilada.
  • 1CA e 0,1CA: correntes de carga; 1CA é igual à capacidade nominal da bateria em ampère-hora e 0,1CA é um décimo dela.
  • ram pressure: pressão dinâmica do ar de arrefecimento, criada pelo deslocamento da aeronave, que empurra o ar pelo sistema de ventilação.
O cenário · as funções
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Por que a aeronave precisa de bateria

  • As baterias de aeronave servem a várias funções.
  • Energia de solo.
  • Energia de emergência.
  • Melhoria da estabilidade do barramento DC.
  • Eliminação de falhas.
O cenário · quem usa o quê
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Quem usa chumbo-ácido, quem usa NiCd

  • A maioria das aeronaves pequenas e particulares usa baterias de chumbo-ácido.
  • A maioria das aeronaves comerciais e corporativas usa baterias de níquel-cádmio (NiCd).
Os dois tipos · a chave
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Como as baterias se identificam

  • As baterias de aeronave são usualmente identificadas pelo material usado nas placas.
  • Os dois tipos mais comuns são a de chumbo-ácido e a NiCd.
Ventilada · o que é
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A célula ventilada

  • As células NiCd instaladas em bateria de aeronave são típicas do tipo ventilada.
  • Têm uma válvula de alívio (ou de baixa pressão).
Ventilada · a válvula
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A válvula e o que a ventilada tolera

  • A válvula libera os gases de oxigênio e hidrogênio gerados quando a célula é sobrecarregada ou descarregada rapidamente.
  • Por isso a bateria não é normalmente danificada por taxas excessivas de sobrecarga, descarga ou carga.
Ventilada · operação
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Tensão nominal e água destilada

  • Tensão nominal de célula: 1,2 volt.
  • Exige adição ocasional de água destilada, para repor a perda de água pela sobrecarga no serviço normal.
  • Importante: usar apenas água destilada ou desmineralizada. Água da torneira contém minerais que contaminam o eletrólito e reduzem a vida útil da bateria.
  • Quando ajustar: após a bateria estar completamente carregada e em repouso por pelo menos 2 horas.
Ventilada · a falha
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A falha típica da ventilada

  • A causa de falha é usualmente curto-circuito ou enfraquecimento de uma célula.
  • Substituindo a célula ruim por uma boa, a vida da bateria pode ser estendida por 5 ou mais anos.
  • Descarga completa não é prejudicial a este tipo de bateria.
Selada · o que é
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A bateria selada

  • As baterias NiCd seladas são semelhantes na maioria dos aspectos às ventiladas.
  • Não exigem, normalmente, a adição de água.
Selada · o cuidado
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O risco da descarga total

  • Descarregar completamente a bateria (até zero volts) pode causar dano irreversível a uma ou mais células.
  • A consequência é a falha eventual da bateria por baixa capacidade.
Os dois tipos · lado a lado
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Ventilada × selada, lado a lado

  • Ventilada: tem válvula de alívio que libera os gases gerados na célula.
  • Ventilada: aceita descarga completa sem ser danificada.
  • Ventilada: exige água destilada ocasional, para repor a perda pela sobrecarga.
  • Selada: não exige, normalmente, adição de água.
  • Selada: descarga até zero volts causa dano irreversível às células.
Por dentro · a caixa
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A caixa da bateria NiCd

  • Consiste em uma caixa metálica — aço inoxidável, aço revestido de plástico, aço pintado ou titânio.
  • Contém um número de células individuais.
  • As células são ligadas em série para obter 12 volts ou 24 volts.
Bateria de níquel-cádmio (NiCd) com suas células individuais.
Bateria de níquel-cádmio (NiCd) com suas células individuais.
Por dentro · a montagem
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Ligações, divisórias e ventilação

  • As células são ligadas por conexões de níquel-cobre altamente condutivas.
  • As células são mantidas por divisórias, revestimentos, espaçadores e uma montagem de tampa.
  • A bateria tem um sistema de ventilação para saída dos gases na sobrecarga e resfriamento na operação normal.
Por dentro · pacote e célula
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Pacote e célula: onde estão os limites

  • A tensão de célula é 1,2 V; o pacote entrega 12 V ou 24 V.
  • Um pacote de 12 V tem 10 células em série; um de 24 V tem 20.
  • Os limites de tensão vistos adiante (1,55 V a 1,71 V) são por célula, não do pacote.
Constituição · a célula
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A célula e seus componentes

  • A célula é o elemento básico da bateria de níquel-cádmio.
  • Reúne placas positivas e negativas, separadores, eletrólito, tampas/válvulas de ventilação e o reservatório.
Elemento de bateria de níquel-cádmio: placas, separadores, eletrólito e reservatório.
Elemento de bateria de níquel-cádmio: placas, separadores, eletrólito e reservatório.
Constituição · as placas
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As placas positivas e negativas

  • Placas positivas: chapa porosa com hidróxido de níquel depositado.
  • Placas negativas: chapa semelhante com hidróxido de cádmio depositado.
Constituição · a malha
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A chapa porosa de níquel

  • A chapa porosa é obtida pela fusão de pequenos grãos de níquel, formando uma fina malha.
  • Depositados os materiais ativos, as placas são cortadas no tamanho adequado.
  • Uma barra de níquel é soldada no canto de cada placa, formando conjuntos com barras em terminais.
Constituição · o separador
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O separador entre as placas

  • As placas são separadas uma das outras por uma faixa contínua de plástico poroso.
  • A norma também o chama de separador de celofane — celofane é um plástico poroso.
Constituição · o eletrólito
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O eletrólito: KOH a 30%

  • O eletrólito é uma solução de 30% de hidróxido de potássio (KOH) em água destilada.
  • Diferença importante: na bateria de chumbo-ácido, o eletrólito (ácido sulfúrico) reage quimicamente com as placas e sua densidade muda com o estado de carga. Na NiCd, o KOH não reage com as placas — a densidade praticamente não muda.
  • Consequência prática: o densímetro, que é útil na chumbo-ácido, não serve para a NiCd.
  • Manipulação: o KOH é corrosivo. Usar luvas e óculos de proteção ao manusear o eletrólito.
Constituição · densidade e nível
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Peso específico e nível do eletrólito

  • O peso específico do eletrólito situa-se entre 1,240 e 1,300, à temperatura ambiente.
  • O nível deve ser mantido logo acima da parte superior das placas.
Constituição · o que a densidade não é
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O eletrólito não mede o estado de carga

  • A faixa 1,240–1,300 é a especificação de concentração do eletrólito — aferida na manutenção.
  • É tolerância de estado do eletrólito, não medida do estado de carga.
  • Durante a descarga nenhuma mudança considerável ocorre no eletrólito.
  • Por isso o teste de peso específico não determina a carga da bateria.
Estado de carga · a pergunta
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O problema: medir o estado de carga

  • Como saber se a bateria NiCd está carregada?
  • O estado de carga não pode ser determinado medindo o peso específico do eletrólito de hidróxido de potássio.
  • O peso específico não muda com o estado de carga.
Estado de carga · os dois enganos
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O densímetro não mede a NiCd

  • O eletrólito (KOH) não reage quimicamente com as placas.
  • Por isso, seu peso específico não muda com o estado de carga.
  • O densímetro dá a mesma leitura com a bateria cheia ou vazia.
Estado de carga · o método do voltímetro
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E o voltímetro?

  • O estado de carga também não pode ser determinado por teste de voltagem.
  • A voltagem permanece constante durante 90% do ciclo de descarga.
  • Só nos 10% finais do ciclo ela começa a cair.
Estado de carga · a única forma
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A única forma: descarga medida

  • A única forma precisa é uma descarga medida com um carregador de bateria NiCd.
  • Faz-se seguindo as instruções do fabricante — é ele que define o ponto de corte.
Carregador de baterias NiCd empregado na descarga medida.
Carregador de baterias NiCd empregado na descarga medida.
Estado de carga · em voo
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Quem repõe a carga em voo

  • O estado de carga é o efeito cumulativo de carregar e descarregar a bateria.
  • Em um sistema elétrico normal, o gerador ou alternador restaura a bateria à carga total num voo de 1 hora a 90 minutos.
Estado de carga · o veredito
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Resumo: como saber se está carregada

  • Não use densímetro: o eletrólito não muda.
  • Não use voltímetro: a tensão é constante em 90% da descarga.
  • Use descarga medida com carregador NiCd, seguindo o fabricante.
  • Em voo, o gerador ou alternador recarrega em 1 a 1,5 hora.
Funcionamento · a carga
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A carga: o que acontece nas placas

  • Aplicada uma corrente de carga, as placas negativas perdem oxigênio e começa a formação de cádmio metálico.
  • O material ativo das placas positivas se torna mais oxidado.
  • O processo persiste até todo o oxigênio sair da placa negativa e restar só o cádmio.
Funcionamento · o gás
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A emissão de gás no fim do ciclo

  • Próximo do final do ciclo de carga as células emitem gás — o mesmo ocorre com a célula sobrecarregada.
  • O gás surge da decomposição da água: hidrogênio na placa negativa e oxigênio na placa positiva.
Funcionamento · o gatilho
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O que governa a emissão de gás

  • A voltagem e a temperatura determinam quando ocorrerá a emissão de gás.
  • Um pouco da água é consumida — por menor que seja a emissão — até a bateria estar completamente carregada.
  • A ação química é revertida durante a descarga.
Funcionamento · a descarga
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A descarga: energia química em elétrica

  • As placas positivas liberam oxigênio, que é reabsorvido pelas placas negativas.
  • O processo resulta na conversão de energia química em energia elétrica.
Manutenção da água · o nível
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O nível sobe na recarga

  • Durante a descarga as placas absorvem certa quantidade de eletrólito.
  • Durante a recarga o nível aumenta; quando completamente recarregada, está no seu mais alto nível.
  • Por isso só se adiciona água quando a bateria estiver totalmente carregada.
Carga · método preferido
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Corrente constante: o método preferido

  • O método de corrente constante é o preferido para carregar baterias NiCd.
  • Tipicamente, a bateria é carregada a uma taxa de 1CA até todas as células atingirem pelo menos 1,55 V.
Carga · os dois ciclos
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Os dois ciclos: 1CA e 0,1CA

  • Primeiro ciclo: 1CA até todas as células chegarem a 1,55 V.
  • Segundo ciclo: 0,1CA, novamente até 1,55 V.
  • 1CA é a corrente numericamente igual à capacidade nominal em ampère-hora; 0,1CA é um décimo dela.
Carga · a complementação
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A sobrecarga de 4 horas (top-up)

  • A carga é terminada com uma sobrecarga (ou carga de complementação).
  • Tipicamente por não menos de 4 horas a uma taxa de 0,1CA.
Carga · o objetivo
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Por que a sobrecarga: expelir os gases

  • A sobrecarga expelir os gases coletados nos eletrodos: hidrogênio na placa negativa e oxigênio na placa positiva.
  • Parte desses gases se recombina para formar água, elevando o nível ao seu mais alto nível.
  • Depois disso é seguro ajustar os níveis do eletrólito.
  • Fixamos por polaridade, que não muda (H₂ na placa negativa, O₂ na positiva).
Carga · os limites
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As tensões limite da célula

  • Na sobrecarga as tensões vão além de 1,6 V e então começam a cair lentamente.
  • Nenhuma célula deve subir acima de 1,71 V (célula seca).
  • Nenhuma célula deve cair abaixo de 1,55 V (barreira de gás rompida).
  • São limites por célula — num pacote de 24 V há 20 células em série.
Carga · as tampas
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Tampas de ventilação: abertas na carga

  • A carga é feita com as tampas de ventilação afrouxadas ou abertas.
  • Uma válvula travada pode aumentar a pressão na célula.
  • As tampas abertas permitem reabastecer água antes do fim da carga, com a corrente ligada.
  • É uma carga de bancada, com a bateria fora da aeronave.
Carga · o CO₂
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Fechar as células depois: o CO₂

  • As células devem ser fechadas novamente assim que as válvulas tenham sido limpas e verificadas.
  • Motivo: o dióxido de carbono dissolvido do ar externo carbonata as células e envelhece a bateria.
Carga · o outro método
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Carga por tensão constante

  • A carga pode ser feita por corrente constante ou por tensão constante.
  • Na tensão constante: manter a voltagem constante até a corrente cair para 3 ampères ou menos.
  • Assegurar que a temperatura da célula não ultrapasse 37,7 °C.
Carga · o critério de parada
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Corrente constante: os 4 A e o corte

  • Na corrente constante: começar e continuar até a voltagem atingir o potencial desejado.
  • Então reduzir a corrente até 4 ampères, continuando a carga até a voltagem necessária.
  • Ou até a bateria atingir 37,7 °C e a voltagem começar a declinar.
Circuito e indicador típico de monitor de temperatura da bateria.
Circuito e indicador típico de monitor de temperatura da bateria.
Inspeção · o rol
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A inspeção: os quatro itens

  • A inspeção da bateria de aeronave consiste em quatro itens.
  • 1. Sump jar e linhas: condição e segurança.
  • 2. Terminais, plugues e pinos: corrosão, pitting, arco elétrico e queimaduras.
  • 3. Linhas de dreno e ventilação: restrição, deterioração e segurança.
  • 4. Pré-voo e pós-voo: dano físico, conexões frouxas e perda de eletrólito.
Inspeção · jarro e terminais
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Itens 1 e 2: sump jar e terminais

  • 1. Inspecionar o sump jar e as linhas quanto a condição e segurança.
  • 2. Inspecionar terminais, plugues de desconexão rápida e pinos quanto a corrosão, pitting (corrosão puntiforme), arco elétrico e queimaduras. Limpar conforme necessário.
Inspeção · linhas e rotina
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Itens 3 e 4: linhas e rotina

  • 3. Inspecionar as linhas de dreno e ventilação quanto a restrição, deterioração e segurança.
  • 4. A rotina pré-voo e pós-voo deve observar dano físico, conexões frouxas e perda de eletrólito.
Inspeção · a regra
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A regra de ouro: o fabricante

  • Os procedimentos de inspeção e manutenção variam com o tipo de tecnologia química e o tipo de construção física.
  • O que vale para uma tecnologia pode não valer para outra.
Inspeção · o mecânico
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Integridade mecânica

  • A integridade mecânica adequada envolve a ausência de qualquer dano físico.
  • E a garantia de que o hardware está corretamente instalado e a bateria está propriamente ligada.
Ventilação · para que serve
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O sistema de ventilação

  • As aeronaves modernas são equipadas com sistemas de ventilação de bateria.
  • O sistema remove gases e vapores ácidos da bateria.
  • Objetivo: reduzir riscos de incêndio e eliminar danos às peças da estrutura.
Ventilação · o trajeto
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O caminho do ar

  • O ar é conduzido de uma tomada de ar fora da aeronave, por um tubo de ventilação, até o interior da caixa da bateria.
  • Depois de passar sobre o topo da bateria, ar, gases e vapores ácidos seguem por outro tubo até o sump.
Ventilação · o filtro químico
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O sump jar e o bicarbonato

  • O sump é um jarro de vidro ou plástico com pelo menos 1 litro de capacidade.
  • No jarro há um feltro de ~2,5 cm saturado com solução de 5% de bicarbonato de sódio e água.
  • O tubo que conduz os vapores entra no jarro até ~0,6 cm do feltro.
Ventilação · a sucção
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O tubo de descarga e a pressão negativa

  • Um tubo de descarga sai do topo do sump jar até fora da aeronave.
  • A saída é projetada para haver pressão negativa sempre que a aeronave está em voo.
  • Isso garante um fluxo contínuo de ar sobre a bateria, pelo sump, até fora da aeronave.
Ventilação · a química
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Por que neutralizar os vapores

  • Os vapores ácidos que entram no sump são neutralizados pela solução de bicarbonato.
  • Isso evita a corrosão da pele metálica e danos a superfícies de tecido.
Ventilação · o que o manual exige
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O que o manual exige da ventilação

  • Vapores e gases podem causar mistura explosiva ou compartimentos contaminados — exigem ventilação adequada.
  • Os sistemas usam pressão de impacto (ram pressure) para forçar ar fresco a um ponto seguro de descarga.
  • O diferencial de pressão deve ser sempre positivo, entre os valores mínimo e máximo recomendados.
  • As linhas não devem reter fluidos nem condensação, travando o fluxo de ar.
Ventilação · o jarro no projeto
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O que o manual exige do sump jar

  • Uma instalação de sump jar pode ser incorporada ao sistema para descartar o transbordamento de eletrólito.
  • O sump jar deve ser de projeto adequado e usar o agente neutralizante correto.
Problemas · não segura carga
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Perda de capacidade

  • Sintoma: a bateria não segura carga (perda aparente de capacidade).
  • Causa: comum ao recarregar em barramento de potencial constante — geralmente células desequilibradas ou defeituosas.
  • Solução: descarregar, curto-circuitar as células individualmente por 8 horas, carregar por corrente constante e verificar a capacidade; se OK, recarregar.
  • O curto é feito célula a célula, com as ligações removidas, até irem a zero volts.
Problemas · não sobe a 1,55 V
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Falha completa

  • Sintoma: uma ou mais células não sobem aos 1,55 V exigidos no fim da carga.
  • Causa: eletrodo negativo não totalmente carregado ou dano no separador de celofane.
  • Solução: descarregar e recarregar; se a célula ainda falhar, remover e substituir.
  • Após a substituição, a vida da bateria pode ser estendida por 5 anos ou mais.
Problemas · o excesso
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Spewage: causa e efeitos

  • Causa: encher demais a bateria.
  • Efeito: spewage de eletrólito durante a carga.
  • Consequências: efeitos corrosivos nas conexões, autodescarga, diluição da densidade, possível bloqueio das válvulas e ruptura eventual da célula.
Problemas · a prevenção
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Spewage: como evitar

  • Depois de totalmente carregada e em repouso por pelo menos 2 horas, o nível pode ser ajustado, se necessário, com água destilada ou desmineralizada.
  • Como o nível varia com o estado de carga, a água nunca deve ser adicionada com a bateria instalada na aeronave.
Fechamento · o que difere
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Os três pontos que fazem a NiCd diferente

  • O eletrólito não muda — por isso o densímetro não serve.
  • A tensão fica constante em 90% da descarga — por isso o voltímetro não serve.
  • O estado de carga só se mede por descarga medida.
Fechamento · o que cuidar
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A manutenção e os problemas típicos

  • A manutenção exige atenção à ventilação, ao sump jar, aos terminais e ao nível do eletrólito.
  • Os problemas típicos — perda de capacidade, falha completa e spewage — têm causa e solução conhecidas.
Fechamento · o veredito final
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Bateria robusta, mas exige respeito

  • A bateria NiCd é robusta, mas exige respeito.
  • Bem cuidada, dura 5 anos ou mais após a substituição de uma célula.
Verificação de aprendizado
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Exercícios de verificação

Pergunta 1

Por que o densímetro não serve para medir o estado de carga de uma bateria NiCd?

Resposta: Porque o eletrólito (KOH) não reage quimicamente com as placas. A densidade permanece entre 1,240 e 1,300 independentemente do estado de carga.

Pergunta 2

Qual é a única forma precisa de determinar o estado de carga de uma bateria NiCd?

Resposta: A descarga medida com um carregador de bateria NiCd, seguindo as instruções do fabricante.

Pergunta 3

O que acontece se uma bateria NiCd for descarregada completamente (a zero volts)?

Resposta: Pode causar dano irreversível a uma ou mais células, resultando em falha eventual da bateria.

Pergunta 4

Por que as tampas de ventilação devem estar abertas durante a carga?

Resposta: Para liberar os gases gerados. Uma válvula travada pode aumentar a pressão na célula e causar ruptura.

Pergunta 5

O que é spewage e qual é a sua causa?

Resposta: Spewage é o derrame de eletrólito durante a carga. A causa é o excesso de água/eletrólito na bateria.

Glossário
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Glossário

  • Célula: o elemento básico da bateria, formado por placas positivas e negativas, separadores e eletrólito.
  • Barramento: o circuito elétrico principal da aeronave que distribui a energia para todos os sistemas.
  • Densímetro: instrumento que mede a densidade relativa de um líquido. Serve para baterias de chumbo-ácido, mas não para NiCd.
  • Eletrólito: a solução química que permite a condução de íons entre as placas. Na NiCd, é KOH a 30% em água destilada.
  • Ram pressure: pressão dinâmica do ar de arrefecimento, criada pelo deslocamento da aeronave, que empurra o ar pelo sistema de ventilação.
  • Spewage: derrame de eletrólito durante a carga, causado por excesso de líquido na bateria.
  • Sump jar: jarro de vidro ou plástico (mínimo 1 litro) que recolhe o eletrólito e os resíduos que escorrem da bateria. Contém feltro saturado com solução de bicarbonato de sódio.
  • Sulfatação: formação de cristais de sulfato de chumbo nas placas de baterias de chumbo-ácido, reduzindo a capacidade.
  • Voltímetro: instrumento que mede a diferença de potencial elétrico entre dois pontos.
  • Watt: unidade de potência elétrica. 1 watt = 1 volt × 1 ampère.