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Manutenção de célula
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Dispositivos de Proteção de Circuitos
Sistemas Elétricos e Eletrônicos de Aeronaves 2 — Manutenção de Célula
Prof. Fabriciu Alarcão Veiga Benini
Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico · Área Aeronáutica
Engenheiro Eletricista · Mestre em Sistemas Dinâmicos · Doutor em Telecomunicações
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SÃO PAULO
Campus São Carlos · Técnico em Manutenção de Aeronáutica em Célula
A cena da cabine
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Um botão saltado no painel

  • Um painel de aeronave, e uma unidade com o botão saltado para fora.
  • O circuito não conduz, e a carga não funciona.
  • A pergunta não é de livro: o que se faz com esse circuito?
Antes da peça
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A proteção não segura a corrente

  • Condutores devem ser protegidos por disjuntores ou fusíveis.
  • A proteção não existe para segurar a corrente.
  • Ela interrompe o circuito antes de o condutor sofrer dano.
Antes da peça
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O que se protege é duplo

  • O condutor, que queima quando leva mais corrente do que a bitola permite.
  • O equipamento, que a sobrecorrente destrói.
  • Um só dispositivo olha para os dois.
Onde o protetor fica
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Perto da barra da fonte

  • O protetor fica o mais próximo possível da barra da fonte de força elétrica.
  • Assim cobre o trecho inteiro do circuito.
  • Longe da barra, sobra um pedaço de fio sem proteção.
Onde o protetor fica
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Quem manda no dispositivo

  • Geralmente, o fabricante do equipamento elétrico especifica o fusível ou disjuntor ao instalar.
  • A escolha do dispositivo não é do técnico.
  • A especificação vem junto com o equipamento.
  • Onde ela está, na prática, depende do equipamento.
Contra o quê
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As duas naturezas da ameaça

  • Sobrecorrente: a amperagem excede um valor pré-determinado.
  • Curto-circuito: passagem anormal por caminho de resistência muito baixa.
  • O curto-circuito é tratado como um caso de sobrecarga continuada.
O critério
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Abrir antes de o condutor emitir fumaça

  • O disjuntor ou fusível deve abrir o circuito antes de o condutor emitir fumaça.
  • A característica corrente/tempo do protetor cai abaixo da do condutor associado.
  • As características são igualadas para a utilização máxima do equipamento.
para a mesma corrente, o protetor leva menos tempo para abrir do que o condutor para queimar.
corrente (I) → tempo (t) condutor (queima) protetor (abre)
O critério
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Duas curvas, uma comparação

  • Curva I/t é o gráfico corrente × tempo: mostra em quanto tempo o dispositivo abre, para cada valor de corrente.
  • Cada dispositivo tem uma curva corrente × tempo.
  • Quanto mais corrente, mais rápido abre.
  • A curva do protetor fica abaixo da do condutor.
  • A tabela de seleção resolve essa comparação na prática — ela aparece adiante.
curva do protetor abaixo da curva do condutor.
Fusível
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Uma tira de metal em série

  • Um fusível é uma tira de metal que funde sob excessivo fluxo de corrente.
  • Seu limite de condução é cuidadosamente pré-determinado.
  • É instalado de forma que toda a corrente do circuito flua por ele.
Fusível tira de metal em série funde e abre o circuito
Fusível
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Aquece, funde, o circuito para

  • A corrente passa da capacidade para que o fusível foi feito.
  • A tira de metal aquece e quebra.
  • O fluxo de corrente no circuito para.
Fusível
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Funde e tem de ser trocado

  • O fusível é descartável.
  • Depois de fundir, não volta ao lugar: é substituído.
  • Cada abertura custa uma peça nova.
Fusível
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A diferença está no tempo

  • Fusível e limitador de corrente não são a mesma coisa.
  • O fusível abre quando a corrente excede a capacidade suportada.
  • O limitador suporta uma sobrecarga considerável por um certo período.
Fusível
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Seccionar não é proteger

  • O limitador serve primariamente para seccionar um circuito de aeronave.
  • Não serve para proteger contra sobrecorrente instantânea.
  • Para isso existe o fusível.
  • Seccionar é separar o circuito da barra; proteger é interromper antes do dano.
Dois tipos de fusível
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Ação rápida e ação lenta

  • Ação rápida: abre muito rápido quando a amperagem nominal é excedida.
  • Ação lenta: construção espiralada por dentro.
  • Só abre em sobrecarga continuada, como um curto-circuito.
Dois tipos de fusível
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Onde cada um serve

  • O de ação rápida é para dispositivos que se destroem com pouco excesso de corrente, por pouco tempo.
  • O de ação lenta é para a sobrecarga mantida.
  • A escolha segue o equipamento que ele protege.
Fusível
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Onde o fusível vive na aeronave

  • Dois tipos de suporte na aeronave.
  • O "plug-in holder", para fusíveis pequenos e de baixa capacidade.
  • O "clip", para fusíveis de grande capacidade e para limitadores de corrente.
Substituição
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Trocar pelo tipo e pela capacidade

  • A capacidade do fusível precisa coincidir com as necessidades do circuito.
  • Ao substituir, consulta-se as instruções aplicáveis do fabricante.
  • A referência é o tipo e a capacidade corretos.
Substituição
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Fusível subido deixa de proteger

  • Um fusível de capacidade maior do que a especificada deixa de proteger.
  • O condutor passa a ser o elo mais fraco.
  • Quem queima, então, é o fio.
Disjuntor
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O painel que a cabine mostra

  • Uma fileira de dispositivos rearmáveis no painel.
  • Cada um responde por um circuito.
  • É aqui que acontece a cena da unidade saltada.
Painel de disjuntores um botão saltado cada dispositivo protege um circuito
Disjuntor
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Interromper o fluxo de corrente

  • Um disjuntor interrompe o circuito e o fluxo de corrente.
  • A interrupção vem quando a amperagem excede um valor pré-determinado.
  • É usado no lugar de um fusível.
Disjuntor
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Descartável contra rearmável

  • O fusível funde e precisa ser substituído.
  • O disjuntor interrompe rápido o circuito e pode ser religado.
  • Às vezes, o disjuntor elimina a necessidade de um interruptor separado.
  • Quanto tempo depois de desarmar ainda se pode religar depende do manual.
Por dentro do disjuntor
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O tipo magnético

  • Quando flui excessiva corrente, produz-se força eletromagnética suficiente.
  • Essa força movimenta uma pequena armadura (peça móvel que aciona os contatos).
  • A armadura dispara o mecanismo.
Por dentro do disjuntor
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O tipo térmico

  • É a chave de sobrecarga térmica.
  • Consiste em uma lâmina bimetálica.
  • Percorrida pela corrente, a lâmina se curva e força a abertura da chave.
  • As obras dão dois tipos, e nenhum trecho os funde num terceiro.
  • Qual deles está no painel de bordo, as obras não dizem.
Duas regras de procedimento
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Desarme livre

  • Todo disjuntor religável abre o circuito onde está instalado.
  • Abre independentemente da posição do controle de operação.
  • Esses disjuntores são chamados de "desarme livre".
Duas regras de procedimento
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O que o manual proíbe: o rearme automático

  • O disjuntor de rearme automático se religa sozinho.
  • Ele não deve ser usado como dispositivo de proteção nos circuitos de aeronaves.
  • Com a falha persistente, o circuito passaria a abrir e fechar sem parar.
Quando um disjuntor desarma
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Desarmou: verifique antes

  • Quando um disjuntor desarma, o circuito elétrico deve ser verificado.
  • A falha é removida antes de o disjuntor ser rearmado.
  • A regra vem da [FAA-9] 9-99.
Quando um disjuntor desarma
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Um rearme, e só um

  • Às vezes o disjuntor desarma sem causa aparente.
  • Nesse caso, admite-se um rearme.
  • Desarmando de novo, existe falha no circuito.
  • Localizar a falha vem antes de qualquer novo rearme.
  • O que fazer sem acesso ao painel depende do procedimento do manual.
Disjuntor
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A proteção deixa de ser mecânica

  • Alguns projetos novos usam uma arquitetura digital de proteção de circuito.
  • O sistema monitora a amperagem de cada circuito.
  • Ao atingir o limite, a energia é redirecionada para outro caminho.
  • O ganho é peso e a redução de peças mecânicas.
Por que o RCCB existe
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O peso da fiação

  • RCCB (Residual Current Circuit Breaker) é o dispositivo que reúne, num só invólucro, as funções de relé e de disjuntor.
  • Grande parte do peso de uma aeronave deve-se à fiação elétrica de distribuição de energia.
  • Cabos de força vão do gerador aos sistemas e cargas.
  • Passam por painéis de disjuntores na cabine de pilotagem.
  • Quanta parte do peso é essa depende do sistema.
Por que o RCCB existe
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O problema é a distância

  • Essa cablagem pode atingir aproximadamente 100 metros em alguns aviões.
  • Num circuito de 75 ou 100 amperes, seriam usados fios de bitola 6 ou 4.
  • Grosso, caro e pesado, subindo da carga até a cabine.
Por que o RCCB existe
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A troca que resolve

  • O RCCB é montado junto da carga ou da fonte de força.
  • O que sobe até a cabine é um fio de comando de bitola 22.
  • Mais leve e mais barato.
  • O trecho de potência continua protegido: é o RCCB que o protege, no lugar em que ele está.
O que o RCCB é
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Um só invólucro, duas funções

  • O RCCB é, basicamente, o casamento de um relé e um disjuntor.
  • Pode ser usado individualmente ou em combinação.
  • Depende da aplicação.
Figura 6-82 — Representação simplificada do RCCB. Fonte: LAC – Instituto de Aviação Civil.
Figura 6-82 — Representação simplificada do RCCB. Fonte: LAC – Instituto de Aviação Civil.
O que o RCCB é
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O RCCB como relé sozinho

  • Pode ser usado como um simples relé.
  • Montado adjacente à sua carga.
  • Operado remotamente por um fio de controle, com comando direto da cabine.
  • É o fio de controle que alimenta a bobina do relé.
Dentro do RCCB
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Ímã que é apoio e balanço

  • O circuito magnético usa um ímã permanente.
  • Ele é também o ponto de apoio e de balanço para a armadura.
  • Nas duas extremidades, eletroímãs que permitem a mudança de posição.
Figura 6-83 — Motor do disjuntor: bobinas SET e TRIP e ímã permanente. Fonte: LAC.
Figura 6-83 — Motor do disjuntor: bobinas SET e TRIP e ímã permanente. Fonte: LAC.
Dentro do RCCB
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A disputa das bobinas

  • Na posição SET, o fluxo do ímã passa pela armadura e pela extremidade esquerda.
  • Energizada a bobina T1-T2, o fluxo se reforça na direita.
  • E fica bem menor no eletroímã da esquerda.
  • A armadura é atraída para a bobina da direita, transferindo os contatos.
  • O que se descreve aqui é a ida de SET para TRIPPED.
A transferência dos contatos
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O contato B é um pulso

  • O contato B é de ação rápida e fica em série com a bobina T1-T2.
  • É fechado pelo movimento mecânico da armadura.
  • Sua abertura ocorre nos últimos instantes do movimento.
  • A bobina T1-T2 só fica energizada durante a transferência.
  • Quem fecha o B primeiro depende da sequência do sistema.
A transferência dos contatos
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A e B são dois contatos, um atuador

  • A e B são dois contatos no mesmo atuador.
  • A linha pontilhada indica a extensão da armadura.
  • A armadura é o atuador mecânico dos dois.
  • A e B não são os dois polos do circuito.
Figura 6-84 — Contatos do disjuntor: posições SET e TRIPPED. Fonte: LAC.
Figura 6-84 — Contatos do disjuntor: posições SET e TRIPPED. Fonte: LAC.
A transferência dos contatos
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A posição estável

  • A armadura cola no núcleo da bobina da direita.
  • Pela força magnética combinada com a inércia do movimento.
  • O dispositivo fica onde foi deixado.
  • E não gasta energia para permanecer.
Dentro do RCCB
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Não há mola de retorno

  • Não há mola de retorno no circuito magnético.
  • O ímã permanente é o ponto de apoio e de balanço da armadura.
  • Por isso ela não volta sozinha.
  • São duas posições estáveis.
Dentro do RCCB
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Duas posições, nenhuma energia

  • O dispositivo tem duas posições estáveis: SET e TRIPPED.
  • Em SET, a armadura está no polo esquerdo e os contatos fechados.
  • Em TRIPPED, passou para o polo direito e os contatos abriram.
  • Nenhuma das duas precisa de energia para permanecer.
Figura 6-85 — Disjuntor nas posições SET e TRIPPED. Fonte: LAC.
Figura 6-85 — Disjuntor nas posições SET e TRIPPED. Fonte: LAC.
Relé ou disjuntor
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Ponto C fixo contra ponto C que trava

  • O ponto C é um ponto do mecanismo na alavanca L, e só ele.
  • Como relé, o ponto C é fixo, mesmo quando a alavanca L se movimenta.
  • Como disjuntor, o bimetal (lâmina de dois metais) retira o calço do ponto C.
  • O ponto C sobe e passa a segurar a alavanca aberta.
  • Ponto C fixo é relé; ponto C que se desloca e trava é disjuntor.
Dentro do RCCB
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A rota da corrente pelo RCCB

  • A rota do circuito é de L2, através do bimetal.
  • Passa por um dos contatos estacionários.
  • A ponte móvel fecha o circuito através dos seus contatos.
  • L1 está ligada diretamente ao outro contato estacionário.
entra em L2, passa pelo bimetal, pelos contatos, e sai em L1.
Relé ou disjuntor
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A bobina da esquerda fecha os contatos

  • Energizada a S1-S2, a armadura vai para o polo esquerdo.
  • O sistema de ligação fecha os contatos.
  • Energizada a T1-T2, ela cola no polo da direita.
  • E a mola K abre os contatos de potência, entre L2 e L1.
Relé ou disjuntor
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O RCCB como disjuntor

  • O próprio RCCB detecta a sobrecarga.
  • A corrente elevada flui por L2 e passa pelo bimetal.
  • Dependendo do valor, o bimetal começa a deflexionar-se.
  • É o dispositivo que abre, sem comando da cabine.
Figura 6-86 — Funcionamento do RCCB como relé e como disjuntor. Fonte: LAC.
Figura 6-86 — Funcionamento do RCCB como relé e como disjuntor. Fonte: LAC.
Como o RCCB desarma
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A cadeia mecânica do desarme

  • O bimetal curva e força o ponto J para baixo.
  • Isso move o braço H, que retira o calço do ponto C da alavanca L.
  • Sem o calço, a mola K gira a alavanca para a direita.
  • Os contatos de potência abrem.
Como o RCCB rearma
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A condição do rearme

  • Para rearmar, energiza-se a bobina T1-T2 primeiro.
  • A mola M devolve o ponto C da alavanca L à posição normal.
  • A mola N devolve o braço H como calço para C.
  • Só depois se energiza a S1-S2 para fechar os contatos.
  • Se S1-S2 forçar antes, não há calço para segurar a alavanca aberta.
T1-T2 primeiro; S1-S2 depois.
Como o RCCB rearma
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Se a sobrecarga continua

  • Se a sobrecarga permanece, o bimetal volta a forçar o ponto J.
  • Os contatos abrem outra vez.
  • O dispositivo não se deixa religar sobre uma falha.
  • A [LV] descreve o comportamento e não lhe dá nome; "desarme livre" é termo da [FAA-9] para o disjuntor comum.
A régua prática
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A tabela de seleção

  • A tabela de seleção do fio e do protetor do circuito.
  • Três colunas: bitola, amperagem do disjuntor, amperagem do fusível.
  • A leitura é horizontal: escolhe-se a bitola e se lê ao lado a proteção aceita.
Figura 6-81 — Tabela do fio e do protetor do circuito (bitola AWG, amperagem, fusível e disjuntor). Fonte: LAC – Instituto de Aviação Civil.
Figura 6-81 — Tabela do fio e do protetor do circuito (bitola AWG, amperagem, fusível e disjuntor). Fonte: LAC – Instituto de Aviação Civil.
A régua prática
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Como a tabela é lida

  • A primeira coluna é a bitola do fio de cobre, na numeração AN de 22 a 0.
  • Quanto menor o número, mais grosso o fio.
  • A segunda coluna é a amperagem do disjuntor, a terceira a do fusível.
A régua prática
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Dois casos lidos na tabela

  • Um fio AN 14 aceita disjuntor de 20 A e fusível de 15 A.
  • Um fio AN 6 aceita disjuntor de 80 A e fusível de 70 A.
  • Em cada bitola, o fusível abaixo do disjuntor.
  • A tabela dá os dois valores e não explica a diferença; na prática, usa-se o que a tabela manda.
A régua prática
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A tabela é típica, não universal

  • A tabela mostra um exemplo de seleção para condutores de cobre.
  • É aplicável a um conjunto específico de temperaturas ambientes e bitolas de feixe.
  • Quais são esses valores depende do manual do fabricante.
  • É apresentada somente como um exemplo típico.
A régua prática
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O fio sozinho ao ar livre

  • É importante consultar tais tabelas antes de selecionar o condutor para uma finalidade específica.
  • Um fio único ao ar livre pode ser protegido pelo disjuntor do próximo valor mais alto.
  • Sozinho, ele esquenta menos do que dentro do feixe.
  • A exceção é dada para o disjuntor; o fusível não recebe a mesma regra.
A régua prática
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A mesma régua na segunda tabela

  • A [FAA-9] traz a mesma tabela de seleção para condutores de cobre.
  • Vale para uma temperatura ambiente e um tamanho de feixe específicos.
  • É típica, não normativa.
Fechamento
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Armado e desarmado

  • Set é a posição fechada: armado.
  • Tripped é a posição aberta: desarmado.
  • São as duas posições de um disjuntor.
  • É o vocabulário que o painel usa.
Fechamento
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Os três dispositivos lado a lado

  • O fusível: funde e tem de ser trocado.
  • O disjuntor de painel: abre e pode ser rearmado à mão.
  • O RCCB: abre por sobrecarga e fecha por comando da cabine.
  • Os três resolvem a mesma função por naturezas diferentes.
Figura 6-87 — Diagrama simplificado usando o RCCB, com a chave do motor e o fusível. Fonte: LAC.
Figura 6-87 — Diagrama simplificado usando o RCCB, com a chave do motor e o fusível. Fonte: LAC.
Os quatro critérios
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O que se protege, e quem manda

  • O que se protege é o condutor e o equipamento.
  • O protetor fica o mais próximo possível da barra da fonte.
  • Quem especifica o dispositivo é o fabricante do equipamento.
Os quatro critérios
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A curva abaixo da outra

  • A característica corrente/tempo do protetor fica abaixo da do condutor.
  • Assim o protetor abre antes de o condutor emitir fumaça.
  • A tabela de seleção é a forma prática de garantir isso.
  • E ela é típica: depende de temperatura e de feixe.
curva do protetor abaixo da curva do condutor.
Os quatro critérios
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Fusível pelo tipo e pela capacidade

  • Fusível se substitui pelo tipo e a capacidade do fabricante.
  • Nunca por um valor acima.
  • Subido, o fusível deixa de proteger e o fio queima.
Os quatro critérios
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Desarmou duas vezes: há falha

  • Desarmou com causa aparente? Se não há, admite-se um rearme.
  • Desarmando de novo, há falha no circuito.
  • Localizar a falha vem antes de qualquer novo rearme.
  • O dispositivo não volta ao painel até a falha ser removida.
Os quatro critérios aplicados
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O caso da tela 2: o disjuntor comum

  • Desarmou com causa aparente? Se não há, admite-se um rearme.
  • Desarmando de novo, há falha no circuito: localizá-la vem antes.
  • A proteção corresponde à bitola? Confere-se pela tabela, que é típica.
  • O disjuntor não volta ao painel até a falha ser localizada e removida.
Os quatro critérios aplicados
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O caso da tela 2: o RCCB

  • Saltou o RCCB? O caminho é outro: ele rearma por bobina.
  • Sem causa aparente, admite-se um rearme para o disjuntor de painel.
  • Para o RCCB, não há regra fixa de quantas vezes se pode tentar.
  • Desarmando de novo, há falha no circuito: localizá-la vem antes.
  • A proteção corresponde à bitola? Confere-se pela tabela, que é típica.
  • Enquanto a sobrecarga persistir, o RCCB não fecha.
T1-T2 primeiro, para destravar; S1-S2 depois, para fechar.
O que fica
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O que precisa ficar na memória

  • A curva do protetor abaixo da curva do condutor.
  • Fusível substituído pelo tipo e a capacidade do fabricante, nunca subido.
  • Disjuntor que desarma duas vezes indica falha no circuito.
  • Localizar a falha vem antes de qualquer rearme.
O que fica
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O RCCB rearma por bobina

  • O RCCB é rearmado por bobina, e não à mão.
  • T1-T2 primeiro, para destravar a alavanca.
  • S1-S2 depois, para fechar os contatos.
  • E não fecha enquanto a sobrecarga persistir.
T1-T2 primeiro; S1-S2 depois.
A frase que fecha
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Proteger é coordenar

  • Proteger é coordenar.
  • Coordenar é comparar a curva do protetor com a do condutor.
  • Escolhidos para o mesmo circuito, na mesma comparação.
  • A curva do protetor abaixo da do condutor.
curva do protetor abaixo da curva do condutor.
Verificação
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Exercício 1 — Disjuntor vs Fusível

  • Qual a principal diferença entre um disjuntor e um fusível?
  • Por que o disjuntor pode ser religado, mas o fusível não?
  • Em que situação o fusível é preferível ao disjuntor?
Mostrar resposta

Resposta

O disjuntor é um dispositivo eletromecânico que pode ser religado após o desarme, enquanto o fusível é um dispositivo de uso único que deve ser substituído após a queima. O fusível é preferível em situações onde se deseja proteção absoluta contra sobrecorrente, pois não pode ser religado indevidamente.

Verificação
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Exercício 2 — Bimetal

  • O que é um bimetal e como ele funciona?
  • Por que o bimetal é usado em disjuntores térmicos?
  • O que acontece quando o bimetal atinge sua temperatura de atuação?
Mostrar resposta

Resposta

Um bimetal é uma lâmina formada por dois metais com coeficientes de dilatação térmica diferentes. Quando aquecido, ele se curva porque um metal se expande mais que o outro. Em disjuntores térmicos, essa curva é usada para abrir os contatos e interromper o circuito quando a corrente excede o valor nominal.

Verificação
66c / 70

Exercício 3 — Curto-circuito

  • O que é um curto-circuito?
  • Por que o curto-circuito é perigoso?
  • Qual dispositivo de proteção atua primeiro em caso de curto-circuito?
Mostrar resposta

Resposta

Curto-circuito é uma passagem anormal de corrente por um caminho de resistência muito baixa. É perigoso porque a corrente pode atingir valores muito altos, causando aquecimento excessivo e incêndio. O disjuntor ou fusível atua primeiro, interrompendo o circuito em milissegundos.

Glossário
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Glossário

  • Disjuntor: dispositivo eletromecânico que interrompe o circuito em caso de sobrecarga ou curto-circuito.
  • Fusível: dispositivo de proteção de uso único que queima quando a corrente excede o valor nominal.
  • Bimetal: lâmina de dois metais com coeficientes de dilatação diferentes.
  • Armadura: peça móvel que aciona os contatos em um relé.
  • Curto-circuito: passagem anormal de corrente por caminho de resistência muito baixa.
  • Sobrecarga: corrente acima do valor nominal por tempo prolongado.
  • RCCB: Residual Current Circuit Breaker — dispositivo que reúne, num só invólucro, a função de relé e a de disjuntor (protege e comanda o circuito).
  • Curva I/t: gráfico corrente × tempo — mostra em quanto tempo cada dispositivo abre, para cada valor de corrente.
  • Relé térmico: dispositivo que abre o circuito por aquecimento (bimetal), e não por força eletromagnética.
  • Bobina: fio enrolado que vira ímã quando a corrente passa; é o que aciona o relé.
  • Contato: par de peças que abre ou fecha o caminho da corrente.
  • Barramento: condutor que distribui corrente para vários circuitos.
  • Bitola: espessura do condutor, medida pela escala AWG.
  • TSO: Technical Standard Order — padrão técnico aprovado pela FAA.
  • STC: Supplemental Type Certificate — certificado suplementar de tipo.
  • Aeronavegável: condição de uma aeronave apta a voar com segurança.
A frase que fecha
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De ponta a ponta

  • Da barra da fonte até o motor, um caminho só.
  • O painel na cabine, o comando, o RCCB junto da carga.
  • A potência passa pelo RCCB e pelos contatos de potência.
  • O comando, por um circuito protegido por fusível pequeno.